Quinta-feira, 20 de Junho de 2013

O Mk IV "Tadpole" da Weston - 1ª parte

A Weston é um fabricante, de origem chinesa, que disponibilizou um par de miniaturas de carros de combate utilizados durante a 1ª Guerra Mundial, concretamente o A7V, alemão, e o Mk IV na versão "Tadpole", utilizado pelo Exército Inglês, ambos na escala 1/32.

A escolha da Weston não deixa de ser surpreendente, dado recair em dois veículos cuja produção foi extremamente escassa, em vez de optar por um Mk IV ou V, na versão mais convencional ou num dos vários carros de combate franceses, usados em grande número e que, no caso do Renault FT-17, tiveram uma carreira operacional de uma longevidade excepcional, sendo difícil de entender os reais motivos desta opção.

Estes dois modelos destinam-se, essencialmente, a praticantes de jogos de guerra, dado que são de grande resistência, fornecidos completamente montados, e incluindo apenas uma quinzena de peças, o que, naturalmente, implica que falta a reprodução de numerosas detalhes, resultando numa qualidade baixa, quando comparado com outros modelos fornecidos para montar.

A versão Mk IV do "Tadpole" é, essencialmente, um Mk IV alongado na parte traseira, de forma a poder ultrapassar as trincheiras alemãs, cuja largura aumentou para evitar serem atravessadas pelos carros de combate ingleses, tendo a experiência vindo a dar origem aos "Tadpole" baseados na versão Mk V, e que foram usados em combate.

Com os suportes das lagartas substancialmente aumentado atrás do compartimento, e dado que se tornou necessário adicionar uma estrutura de reforço, os "Tadpole" passaram a ter sobre esta uma plataforma onde se encontrava um morteiro Stokes de 4", o que permitia um maior apoio directo da infantaria.

Adquirimos no EBay um dos "Tadpole", por um preço que ronda os 11 Euros, incluindo portes, sendo este um valor que ronda metade do normal, o que se deve ao facto de este modelo concreto estar ligeiramente danificado, com um dos canhões solto e caido no interior do modelo.

Segunda-feira, 4 de Outubro de 2010

Os caçadores portugueses da Armies in Plastic - 4ª parte

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Conjunto de caçadores portugueses depois de finalizados

Seguem-se todos os pequenos detalhes, que vão desde os botões e punho da espada ou do sabre-baioneta, em dourado, a bainha, em prateado, ou o punho, que segundo umas fontes será em castanho, e segundo outras em negro.

Finalizamos delimitando algumas transições, como a separação entre os punhos e as mãos, ou as correias, com uma linha em preto, para o que diluimos um pouco a tinta, que é aplicada com um píncel fino.

Dado que o plástico em que estas figuras são moldadas não é o ideal para pinturas, optamos por adquirir no EBay inglês um conjunto de bases redondas, de 50 mm, da Games Workshop, sobre as quais colamos estes caçadores usando um misto de cola de contacto, no dentro, e cola instantânea nas bordas.

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Conjunto de caçadores portugueses depois de finalizados

Seguidamente usamos um pouco de pasta de modelismo para fazer desaparecer a saliencia da base da figura, após o que cobrimo a superfície com cola branca, sobre a qual vamos espalhando uma mistura de pó, pequenas pedras e erva.

Neste caso, por uma facilidade, de modo a que a tinta não saia com a manipulação das figuras, optamos por não pintar a superfície lateral das bases, limitando-nos a limpar pequenas manchas, ficando assim com a cor negro acetinado original, que contrasta bem com o amarelado da superfície superior.

Estas não são, obviamente, figuras ao nível do que de melhor se faz actualmente, seja a nível da qualidade esculptórica, seja no baixo rigor histórico, algo de inevitável quando o mesmo conjunto representa unidades com fardamentos diferentes, mas continuam a ser a única representação nesta escala das famosas unidades de Caçadores, consideradas pelo Duque de Wellington com das melhores presentes na Guerra Peninsular, ao nível do que de melhor existia no exército britânico.

Segunda-feira, 27 de Setembro de 2010

Os caçadores portugueses da Armies in Plastic - 3ª parte

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Conjunto de caçadores portugueses em fase de finalização

Após termos obtido uma base de trabalho, pode-se passar aos detalhes, que incluem as correias, que são negras com excepção da do cantil, que é branca, e dos diversos sacos, que optamos por pintar de castanho, cor que também usamos na mochila.

O cobertor enrolado foi pintado em cinzento, embora seja possível que fosse azul, conforme a proveniencia, após o que pintamos o polvorinho, em chifre, num amarelado muito claro.

A arma usada por estes caçadores, a célebre espingarda Baker de cano estriado, foi pintada em cinzento metalizado no respeitante às partes metálicas, enquanto as de madeira foram-no em castanho escuro com a bandoleira em branco.

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Conjunto de caçadores portugueses em fase de finalização

As faces e mãos foram pintadas em cor de pele, misturada com um pouco de castanho, sucessivamente aclarada com branco, usado também nos olhos, onde um pequeno furo feito com um alfinete cria a ilusão deuma pupila.

Experimentamos dar um tom ligeiramente mais escuro na zona da barba e um mais rosado na dos lábios, após o que pintamos os cabelos em castanho, deixando algumas zonas de demarcação em negro, de forma a criar algum relevo.

Na fase seguinte, pintamos os emblemas dourados das barretinas, que incluem uma chapa frontal, sobre a pala, uma corneta de caça, símbolo dos caçadores, bem como o número do batalhão, sendo o penacho, que pode ser removido e colado do lado esquerdo, e ainda o cordão, pintados em branco.

Segunda-feira, 20 de Setembro de 2010

Os caçadores portugueses da Armies in Plastic - 2ª parte

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Conjunto de caçadores portugueses em fase de finalização

No entanto, na falta de alternativa, optamos por adquirir uma caixa de figuras da Armies in Plastic que pintamos como caçadores portugueses, tendo começado por escolher um conjunto de quatro, em posições diferentes, escolhidas de entre as oito incluídas neste conjunto.

Dado que o conjunto inclui um total de vinte figuras, das quais apenas pretendemos pintar um pequeno grupo, podem-se escolher entre as que são idênticas as que ofereçam melhor qualidade de moldagem, começando-se por remover as marcas de moldes, após o que são necessários alguns trabalhos adicionais.

Figuras na escala 1/32, quando moldadas numa única peça em moldes convencionais tendem a apresentar alguns problemas a nível de excesso de plástico nalgumas zonas, como, por exemplo, entre o corpo e a arma, que necessita de ser removido.

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Conjunto de caçadores portugueses em fase de finalização

Também alguns detalhes, como a farda do oficial, que inclui algumas particularidades, como o relevo em redor da gola, devem ser melhorados, podendo os mais puristas cortar o penacho e colá-lo do lado esquerdo da barretina.

Seguidamente, e após uma lavagem cuidadosa com detergente, pintamos as figuras num primário negro, sobre o qual é aplicado o castanho da farda, recorrendo à técnica do píncel seco, sendo aplicadas sucessivas camadas com uma percentagem crescente de branco.

Numa das figuras optamos por pintar as calças de branco, algo que era regulamentar no Verão, começando por um cinzento claro sobre a base negra, sobre o qual foram sendo aplicadas camadas sucessivas cada vez mais claro até chegar quase ao branco.

Terça-feira, 3 de Agosto de 2010

O PzKfw IV Ausf D da Ixo - 1ª parte

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O PzKfw IV D da Ixo

Lançado em fascículos pela Planeta de Agostini, a colecção de miniaturas "Panzers" inclui alguns modelos interessantes feitos pela Ixo, os quais oferecem uma boa relação preço qualidade, sobretudo por dispensarem finalização.

O PzKfW IV Ausf D reproduzido nesta miniatura foi um dos carros de combate alemães típicos do período incial da 2ª Guerra Mundial, participando nas campanhas da Polónia, França, Balcãs, Rússia e Norte de África, com os sobreviventes ao serviço do exército alemão a serem destruidos na Normandia.

O veículo concreto reproduzido nesta miniatura da Ixo pertendeu à XXI Panzer Division, então integrada no Afrika Korps, sob o comando do então general Rommel, pelo que o acabamento é num tom de amarelo acastanhado típico do início da campanha no Norte de África.

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O PzKfw IV D da Ixo

Os veículos enviados para África estavam pintados no mesmo "Panzer Grau" utilizado na Europa, sendo inicialmente pintados num tom esverdeado, proveniente de "stocks" italianos, após o que foram pintados em amarelo acastanhado e, finalmente, num amarelo escuro.

Dado serem pintados pelas tripulações, era normal haver vestígios da pintura anterior, bem como das insígnias ou números tácticos, os quais eram deixados com a cor original, sendo as superfícies pintadas em redor, com um aspecto que dependia do talento artístico das tripulações.

Também era normal que a pintura fosse aplicada em manchas e mesmo omitindo os rodados, pelo que a perfeição do acabamento da miniatura da Ixo em termos de pintura parece algo improvável neste tipo de veículo, com uma proveniência de um teatro de guerra europeu, mas existem outros pequenos erros facilmente detectáveis.

Segunda-feira, 28 de Junho de 2010

Couraceiros franceses da Esci - 1ª parte

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As 4 figuras montadas dos couraceiros franceses da Esci

Quando foi lançado em 1990, o conjunto de couraceiros franceses da Esci, mais tarde reeditado pela Italeri, foi considerado o melhor realizado nesse ano, ganhando o troféu da revista alemã "Modell Fan", superando em muito as antigas figuras da Airfix, as quais tinham largos anos.

Para além da excelente qualidade esculptórica, o rigor histórico destas figuras também é de realçar, não se verificando quaisquer erros nos detalhes, os quais pecam apenas por a lâmina das espadas ser algo curta, podendo, no entanto, ser substituida pelos mais puristas ou exigentes.

Dado que três das quatro figuras montadas possuem o mosquete de cavalaria adoptado em 1812, a menos que este seja removido, será para o período que vai desde esse ano até 1815 que este conjunto será mais utilizável, mas o mesmo encerra outras potencialidades.

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Duas das figuras montadas dos couraceiros franceses da Esci

A França usou couraceiros, com uniformes semelhantes, até 1914, ano inicial da 1ª Guerra Mundial, sendo que as diferenças são escassas, sobretudo a nível do comprimento da casaca, das botas e, naturalmente de espingarda, devendo os capacetes serem tapados com uma cobertura em cabedal.

Assim, este conjunto poderá ser utilizável ao longo de um século, incluindo, para além dos conflitos mencionados, outros de relevo, como a Guerra na Crimeia ou a Guerra Franco-Prussiana, onde a cavalaria ainda teve um papel de relevo.

Com apenas quatro posições para os cavaleiros e duas para os cavalos, a que acresce uma figura apeada a segurar um cavalo, este conjunto tem aqui a sua principal fraqueza, mas será, no restante, um dos melhores que surgiram e, passada uma vintena de anos, mantém-se perfeitamente actual.

Segunda-feira, 21 de Junho de 2010

O PzKfW VI B King Tiger da Esci - 3ª parte

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O PzKfW VI B King Tiger da Esci

A montagem da torre é bastante simples, com a única dificuldade no alinhamento do longo tubo do canhão, onde qualquer pequeno erro se torna extremamente evidente e comprometedor do resultado final.

Para além deste detalhe, apenas é necessária atenção na colocação de um conjunto de pequenas peças e acessórios, essenciais para detalhar devidamente o modelo e lhe dar o aspecto de um veículo real.

Tal como com o Panther, é nesta altura que convém decidir se o modelo fica com o aspecto que vem de origem ou se pretendemos uma finalização rugosa do "zimmerit", a pasta anti-magnética usada pelos alemães para prevenir a colocação de minas magnéticas.

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O PzKfW VI B King Tiger da Esci

Relativamente à aplicação de "zimmerit", sugerimos a releitura das explicações dadas quando apresentamos o Panther do mesmo fabricante, onde o material e técnica a utilizar foram explicadas, cabendo depois a cada modelista apurar a sua técnica individual.

O modelo é finalizado com uma aguada negra, que irá realçar o aspecto rugoso da "zimmerit", sendo nossa opção a de pintar as cruzes negras e número do veículo, evitando assim qualquer brilho ou reflexo resultante dos decalques incluidos.

Não sendo o melhor modelo do Tiger II existente no mercado, o "kit" da Esci continua a fazer boa figura como resultado das linhas correctas, dos detalhes introduzidos e da potencialidade que encerra como base para eventuais melhoramentos.