sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

O novo Focke Wulf 190 A8 da Airfix - 3ª parte

Quem pretende modificar ângulos de lemes ou "ailerons", o que implica cortá-los de modo a serem colados noutra posição, este é o momento certo, dado que mais tarde, quando integrados em conjuntos, a manipulação é mais difícil e pode resultar em danos.

O processo mais simples é recorrer a um bisturí e ir cortando devagar, seguindo a linha existente, de preferência a partir da superfície inferior, menos visível, onde um erro será mais simples disfarçar com recurso a um pouco de cola e lixa fina, devendo-se sempre lixar e regularizar quaisquer superfícies cortadas desta forma.

Depois de pintar os porões, estrutura, jantes e portas do trem de aterragem em verde, podendo-se aproveitar para pintar os pneus em negro, pode-se passar à finalização da fuselagem, colando as duas peças principais e os capots superiores, bem como os estabilizadores da cauda e leme de direcção.

É de notar que a colagem das duas peças que dão origem à fuselagem é complexa em termos de ajustes e de alinhamentos, em parte devido à escassa espessura das peças, do que resulta facilmente algumas deformações, sendo necessário colar a partir da cauda e da parte posterior da fuselagem, depois a zona do "cockpit" e chegando à zona do motor.

Seguidamente, devem ser montadas as asas, colando as diversas peças específicas desta versão, bem como o armamento nelas colocado, após o que o conjunto é colado sob a fuselagem, incluindo superfícies de controle que tenham sido cortadas, verificando-se se todos os angulos estão correctos e simétricos.

No nosso modelo, este foi um passo particularmente trabalhoso, sendo necessário proceder a diversos ajustamentos a nível da zona da fuselagem onde as asas encaixam, removendo algum plástico, raspando com uma lâmina finalizando com e lixa fina, com experiências sucessivas até aos dois conjuntos, fuselagem e asas, encaixarem como pretendido.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

O novo Focke Wulf 190 A8 da Airfix - 2ª parte

No entanto, e apesar das melhorias, a Airfix não foi tão longe quanto seria de esperar, sem incluir superfícies de controle que possam ser colocadas em ângulos diferentes, com excepção do leme de direcção, nem paineis removíveis que permitissem ver o interior do motor ou do armamento, mesmo que este tivesse de ser construído pelo modelista ou adquirido à parte.

Assim, e com excepção da originalidade de as asas serem compostas apenas por duas peças, uma superior e outra inferior, com as superfícies de controle intercaladas, este é um "kit" absolutamente convencional, cujo processo de montagem segue os passos habituais para modelos de aviões desta época e com esta dimensão, devendo-se apenas efectuar um pequeno planeamento em termos de versão, dada a necessidade de efectuar alguns furos para alinhamento de peças opcionais.

O interior é bastante simples, talvez em demasia face à abertura do "cockpit", bastante maior do que a de outros modelos, como os Messerschmitt 109 ou os "Spitfire", pelo que a visibilidade para os detalhes, ou para a falta destes, obriga a alguns cuidados, justificando melhoramentos, como a inclusão dos cintos de segurança, caso se opte por não utilizar a figura do piloto.

O interior é pintado em verde, com comandos e instrumentos em negro, sendo fornecidos os pedais, alavanca de comando e a mira, em plástico transparente, bem como decalques para o painel de instrumentos, justificando-se pintar as zonas de consolas laterais em negro e indicadores ou botões em vermelho.

A figura do piloto é adequada, embora um pouco genérica, e deve ser pintada em castanho ou azul acinzentado, com cintos, botas e luvas em negro, enquanto os óculos podem ser em negro ou azulado, com contornos em metal, sobre um capacete de voo em castanho, finalizando-se pintando a cor da pele da face e dando uma pequena aguada para realçar os detalhes, conferindo-lhe maior profundidade.

Caso não se coloque a figura do piloto, aconselha-se a recortar pequenas tiras de papel, pintadas em castanho, que serão coladas no assento com cola de contacto, nos locais dos cintos de segurança, sendo certo que a sua colocação não é impeditiva de, posteriormente, colocar a figura do piloto.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

O novo Focke Wulf 190 A8 da Airfix - 1ª parte

Periodicamente, a Airfix revê alguns dos seus modelos mais populares, produzindo "kits" completamente novos e muito mais de acordo com as exigências do mercado, num investimento que faz todo o sentido sobretudo quando reproduzindo à escala aviões de pequenas dimensões que são produzidos em moldes comparativamente pouco dispendiosos e que se vendem em quantidade.

Entre os modelos inteiramente revistos, os "Spitfire", "Hurricane", Messerschmitt Bf 109E, "Stuka" ou Focke Wulf 190 A são alguns dos exemplos, sendo que neste conjunto de textos visamos este último "kit", que substitui um que apresentamos em tectos anteriores, numa versão integrada nos "Aviões dos Ases".

É de notar que o anterior FW 190 não era dos modelos mais antigos da Airfix e a sua qualidade estava a par de muitos modelos ainda em produção, mas perdia para os mais recentes, pelo que a opção de o substituir, a par de outras miniaturas de aviões famosos fazia todo o sentido, colocando-o no mesmo nível qualitativo da produção mais recente deste fabricante.

Curiosamente, os primeros FW 190 produzidos pela Airfix foram a versão D, mais rara, num "kit" ainda bastante básico, integrado na Serie 1, posteriormente completamente revisto, após o que se seguiu a versão A, na série 2, do que resultava um aumento do preço, justificado pelas diversas opções incluídas e pela melhoria de qualidade geral do modelo.

O primeiro FW 190 A da Airfix já não pertence à geração de "kits" onde os rebites abundam, tal como sucedia com o primeiro modelo do Messerschmitt Bf 109E deste fabricante, incluindo-se no período em que as linhas divisórias dos paineis são salientes e que antecede a geração mais recente, em que as linhas são em recesso.

Naturalmente, o novo "kit" apresenta francos melhoramentos, não apenas a nível das linhas do modelo, que já eram boas no FW 190 A anterior, corrigindo pequenos erros, mas sobretudo nas superfícies, no detalhes das peças e num interior muito mais completo, com a opção do "cockpit" aberto, do trem do aterragem recolhido e de diversos tipos de armamento.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

"Bunker" para armas anti-aéreas - 3ª parte

Outras opções são um pouco de vegetação, uma rede de camuflagem, com ou sem algum tipo de estrutura de suporte, manchas de pintura, usadas como camuflagem, sinais avisadores ou identificadores, como o tipo de unidade ou número táctico, uma plataforma interior mais complexa, feita para um tipo de arma específico, entre muitas outras, cujo limite é o da imaginação do modelista.

Uma simples base em papel pode ajudar a suportar alguma terra e vegetação rasteira colada em redor, ajudando a nivelar a parte inferior e facilitando a integração num cenário de maior complexidade, sendo recortada a uns milímetros das paredes, após o que deve ser retocado com um pouco de tinta amarela, de cor semelhante à da areia.

Um modelo basicamente idêntico mas de maiores dimensões, com uma largura interior de 8 centímetros, permite colocar o muito maior canhão anti-aéreo de 88 milímetros, a FLAK 37, sendo que, neste caso, se justifica alguns elementos adicionais, como locais de armazenamento de munições e mesmo de comunicações, justificáveis face à importância deste tipo de armamento e a uma utilização bastante mais complexa do que a de armas ligeiras destinadas ao mesmo fim.

Este é um modelo muito simples de construir, que permite recorrer a materiais existentes ou improvisados, pelo que muito rapidamente se pode construir sem quaisquer custos, para além dos materiais de modelismo, como o consumo de tintas e colas, obtendo um resultado interessante quando em conjunto com um modelo adequado, como uma das muitas peça de artilharia anti-aérea ligeira existentes no mercado.

Sugerimos a construção um par destes "bunkers" e a aquisição do conjunto da "First to Fight" que inclui dois canhões anti-aéreos de 20 milímetros FLAK 30, e que pode ser complementado pelas figuras da "Caesar", que são acompanhadas de alguns carregadores de munições adequados para esta arma, podendo dar origem a uma interessante posição de artilharia anti-aérea, capaz de ser integrado numa maquete de maiores dimensões.

Este é apenas uma sugestão, de entre uma infinidade possível, que damos aos nossos leitores caso queiram introduzir novos elementos num cenário sem recorrer aos modelos que se podem adquirir para montar, ou mesmo completos, e que, para além de mais dispendiosos, podem não corresponder exactamente ao pretendido, algo que, por vezes, só mesmo construído de raiz.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Imagens de superfícies de concreto para impressão

Conforme prometemos, disponibilizamos um conjunto de 3 imagens, em formato JPG, redimensionadas para a escala 1/72, destinadas a serem impressas sobre cartolina, com a espessura possível, e que poderão ser utilizadas em maquetes de aeródromos.

Uma das imagens representa concreto limpo, destinado sobretudo a pistas de aeródromos civis, uma com um uso intermédio, mais polivalente, e outra com sujidade, que se destina sobretudo a bases militares, podendo coexistir entre sí, desde que com a atenção necessária para que não existam transições pouco naturais.

Os quadrados deverão ter, após impressos, aproximadamente 4 centímetros de lado, sendo sempre de efectuar um teste inicial a preto e branco sobre papel normal antes de proceder à impressão definitiva, sempre mais dispendiosa, sobretudo se for utilizada cartolina.

O redimensionamento, caso seja necessário, poderá ser feito utilizando um programa simples, como o "Paint", ou na própria impressora, devendo-se tomar nota, uma vez tudo acertado, de informações como as margens utilizadas ou a algum tipo de configuração, como de redimensionamento automático, particularmente úteis caso se tenha de proceder a impressões posteriores.

Tal como referimos anteriormente, estas folhas podem ser cortadas em quadrados e estes colados um pouco afastados sobre uma base, ou, simplesmente, coladas em sequência, depois de removidas as margens de impressão, dando assim origem a uma superfície com as dimensões pretendidas.

Existem muitas outras opções, disponíveis na Internet, e que podem ser utilizadas, reproduzindo outro tipo de pavimento, como as placas rectangulares utilizadas nos aeródromos ingleses, ou hexagonais, usadas pelos soviéticos, mas cujo processo de impressão e utilização será, essencialmente, o mesmo que propusemos nos textos publicados.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

"Bunker" para armas anti-aéreas - 2ª parte

O processo mais simples é recorrer a uma tira de cartolina com 20 milímetros de altura e colar em todo o perímetro, incluindo o interior, dando assim origem a um bloco que pode ser reforçado por pequenas peças em plástico com 19 milímetros de altura por 30 de largura.

Outra é usar sobras do papel que utilizamos na base do aeródromo, essencialmente cartolina com perto de 1 milímetro de espessura, que é colada em redor da estrutura principal, dando origem ao conjunto de paredes interiores e exteriores, obtendo-se assim uma peça com a forma quase final da fortificação.

Optamos por recorrer a cola de contacto para prender as peças em posição e, uma vez alinhadas, usamos cola instantânea para uma fixação definitiva e uma maior resistência, evitando que a elasticidade natural da cola de contacto permita algum tipo de deformação.

Podem-se colar pequenas tiras de plástico na peça da base, dando assim a ideia de tábuas, devendo-se, neste caso, pintar de negro as zonas do meio, ou em opção em tom amarelado, com as tábuas em castanho, sendo de colocar um pouco de cola branca e pó, a simular areia, fazendo assim um padrão semelhante ao que utilizamos na plataforma de ajuste da bussola e apresentamos anteriormente.

Após colar a base no interior e uma pequena peça na zona da porta, o formato do "bunker" fica pronto para ser retocado e pintado em tom de cinzento, tendo-se recorrido a cola branca e pó nas zonas onde as numerosas peças que o constituem se juntam, fazendo desaparecer as uniões que, sendo em cartolina, não podem ser trabalhadas da mesma forma que usamos para o plástico.

É possível adicionar alguns elementos, como sacos de areia ou caixas de munições, e, caso se pretenda, adicionar uma base, o que permite a adição de outros elementos cénicos, como alguma inclinação de terra, que aumenta a protecção e oculta em parte a estrutura, ou algum tipo de sinalética.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

"Bunker" para armas anti-aéreas - 1ª parte

Os pequenos "bunkers" para instalar armas anti-aéreas ligeiras, como metralhadoras pesadas ou canhões de pequeno calibre, eram uma presença comum na maioria das bases aéreas, sobretudo na fase incial da guerra, altura em que o sistema de radar era menos eficaz e o risco de ataque por parte da aviação inimiga estava presente.

Com a melhoria dos sistemas de detecção, várias das armas instaladas neste tipo de fortificação foram sendo removidas e enviadas para zonas mais próximas da frente de combate, mas as estruturas ficaram, pelo que, mesmo que desactivadas, a sua presença foi uma constante.

Estas pequenas fortificações, destinadas a armas de pequeno calibre, eram bastante simplificadas, consistindo, na sua maioria, numa simples parede com alguma espessura, com perto de metro e meio de altura, normalmente com uma passagem estreita para o interior, que podia estar protegida por uma parede de reforço, destinada a impedir linha de tiro para o interior.

Naturalmente, dependendo do tipo de arma, as dimensões variavam, mas 4 a 5 metros de largura para a plataforma interior é uma medida aceitável para este tipo de abrigo, podendo o solo ter tábuas de madeira, para facilitar o escoamento de água, e sendo raro que estivessem presentes locais para armazenamento de munições ou controle de tiro.

Cortamos um quadrado com 7 centímetros de lado a partir de uma folha de plástico de 1 milímetro de espessura, tendo efectuado marcações no 2ª e 5º centímetro de cada lado, dando origem aos pontos de corte, que deram origem ao héxagono que nos propunhamos obter.

É de notar que a área recortada será utilizada como base, pelo que deve ser guardada, e que se deve, num dos lados, cortar uma pequena abertura, de perto de 1 centímetro, que será o acesso ao interior da fortificação, podendo-se acrescentar uma peça em "L" junto do acesso que dará origem à protecção desta ou adicionar um obstáculo no exterior.