sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

Nova colecção de motos militares nas bancas

Surgiu recentemente uma colecção de motociclos militares, montados e pintados, acompanhados dos respectivos motociclistas, na escala 1/30, inteiramente em metal e acompanhados de um pequeno fascículo onde são descritas as características e feita uma pequena resenha histórica de cada modelo.

O primeiro número, o único já disponível, inclui a célebre moto alemã BMW R75 e figura correspondente, na conhecida versão do Deutsche Afrika Korps, sendo patente a excelente qualidade da miniatura, sobretudo a nível de pintura, vendo-se reproduzidos os vários detalhes e insígnias do equipamento e fardamento.

A cada 10 modelos, como contrapartida pelo envio dos códigos de barras, os colecionadores podem receber um "side car" para alguns modelos selecionados, o que indiscutivelmente valoriza o conjunto, tornando-o mais representativo dos motociclos usados por forças militares e policiais a partir do início da Grande Guerra e até ao termo da 2ª Guerra Mundial.

Não obstante os fascículo serem de interesse reduzido, com flagrantes erros de tradução, e mesmo com algumas pequenas imprecisões nos modelos, como, por exemplo, a ausência do filtro sobre o depósito de combustível, no caso da BMW R75, estas são excelentes miniaturas, que podem ainda ser melhoradas, as quais aconselhamos a quem se interesse por este tema.

segunda-feira, 19 de Maio de 2014

Emhar lança Infantaria e Caçadores portugueses da Guerra Peninsular

Image Hosted by Google Caixa de Infantaria e Caçadores portugueses da Guerra Peninsular da Emhar

Está finalmente disponível para aquisição o conjunto de infantaria e caçadores portugueses do tempo das Guerras Napoleónicas da Emhar, sendo este o primeiro na escala 1/72 e em plástico a representar as forças nacionais neste conflito.

Este conjunto vem colmatar uma importante falha, dado que o Exército Português que participou na Guerra Peninsular, desde Portugal a França, passando por Espanha, representando uma parte substancial, entre 30 e 50% das forças comandadas por Wellington, sendo agora possível reproduzir com uma muito maior exactidão esta campanha decisiva para a derrota de Napoleão.

Com um total de 46 figuras em plástico que permite mudar a posição das figuras, importante em vários casos, incluindo mochilas destacáveis, com uma dezena de poses diferentes, que incluem infantaria de linha e caçadores, este conjunto não cobre de forma extensa a infantaria portuguesa, mas é um excelente ponto de partida, que deverá ser complementado por outros fabricantes.

A qualidade destas figuras, tal como é habitual neste fabricante, é excelente, com os detalhes finamente reproduzidos, seja nas faces ou mãos, seja a nível dos uniformes e das armas, onde falta, infelizmente, a espingarda Baker usada pelos caçadores.

Assim, este conjunto, apesar de essencial, peca por escasso, com apenas uma dúzia de poses para a infantaria de linha, incluindo um oficial, e para caçadores, podendo dar origem a mais algumas apenas mudando a posição através do reposicionamento dos membros, algo que nem sempre é possível, dependendo da posição da figura original.

Com as poses mais habituais, e sem concorrência directa, este conjunto da Emhar, há muito anunciado e prometido, surge em conjunto com três outros para a mesma campanha, incluindo ingleses, franceses e espanhóis, o que vem cobrir melhor a Guerra Peninsular e sobretudo o Exército Português, especialmente esquecido nesta escala pela totalidade dos fabricantes de miniaturas.

quinta-feira, 23 de Janeiro de 2014

A cavalaria inglesa da HaT da 1ª Guerra Mundial - 3ª parte

Image Hosted by Google Cavalaria inglesa da HaT da 1ª Guerra Mundial

Optamos por rentabilizar ao máximo o conjunto, pelo que nos socorremos de dois cavalos da Infantaria Montada Alemã e de uma figura da artilharia inglesa da Grande Guerra, ambos do mesmo fabricante para passar dos quatro cavaleiros que a grelha que recebemos permitia para seis.

A inclusão da figura proveniente do conjunto de artilharia pode, naturalmente, ser contestada, dado que tem o capacete típico da segunda fase da guerra e não o boné utilizado no início, acrescendo a máscara anti gás, no respectivo estojo, sendo a lança construida a partir de uma pequena haste metálica, pelo que é mais fina do que as outras, sendo encimada por um pequeno guião.

No entanto, em conjunto com um oficial, que usaram o mesmo uniforme e boné ao longo de toda a guerra, esta figura suplementar não destoa, pelo menos em demasia, sendo esta uma forma de aproveitar uma figura destinada a um trem de artilharia, o qual ainda não está disponível.

Image Hosted by ImageShack Cavalaria inglesa da HaT da 1ª Guerra Mundial

Este é um conjunto que merece uma nota extremamente positiva, ostentando uma qualidade muito superior à dos rivais da Strelets-R, cuja única vantagem é a inclusão de doze figuras e seis cavalos diferentes, mas onde as defeciências a nível de escultura e mesmo de rigor histórico são mais que óbvias.

A 1ª Guerra Mundial, não obstante algumas acções de sucesso, nomeadamente fora da Europa, assinalou o fim da importância da cavalaria montada, tal como acontecera no passado e ao longo de séculos, onde cavaleiros e montadas foram decisivos nos campos de batalha, pelo que demorou muito até que os fabricantes de miniaturas reconhecessem a sua presença.

No ano em que se celebra o centenário sobre o início da Grande Guerra, este é um justo tributo aos que nela combateram, independentemente da nacionalidade, sendo de prever que muitos outros conjuntos abordando o mesmo tema venham a ser disponibilizados, sobretudo quando nos aproximarmos de Agosto, altura em que se deu início a este conflito.

segunda-feira, 20 de Janeiro de 2014

A cavalaria inglesa da HaT da 1ª Guerra Mundial - 2ª parte

Image Hosted by Google Cavalaria inglesa da HaT da 1ª Guerra Mundial

Seguidamente, tal como fazemos sempre, todas as figuras e acessórios são pintados em preto fosco, recorrendo a tinta acrílica da Citadel, a qual servirá como primário, para além de uniformizar o tom do plástico e de corrigir pequenas irregularidades derivadas de marcas do molde.

A pintura dos cavalos segue o método habitual, idêntico ao descrito anteriormente em tantos outros conjuntos, tendo neste caso que se acrescentar as mantas, uma à frente, outra atrás da sela, para o que existem pinos e orifícios de localização, bem como a bandoleira em torno do pescoço da montada.

Os arreios são em cabedal, de cor castanha, tal como a sela e o coldre para a espingarda, sendo o freio em metal, tal como as fivelas, estribos e marmita, enquanto as mantas e outros tecidos são pintados em khaki, no tom acastanhado a que nos habituamos a ver as forças inglesas deste periodo.

Image Hosted by Google Cavalaria inglesa da HaT da 1ª Guerra Mundial

Estas figuras são simples de pintar, dado que o uniforme apresenta uma cor acastanhada na sua totalidade, pelo que o mais adequado é o de recorrer ao método de ir pincelando com uma tonalidade sucessivamente mais clara, realçando assim os detalhes e dando-lhes uma maior profundidade.

Efectivamente, os detalhes mais evidentes das figuras são a cor da pele, a mais contrastante, bem como o vermelho das insígnias de posto do oficial, algumas correias e o metal de armas, botões ou insígnias, mas todo o resto acaba por ser todo em diversos tons de castanho, por vezes algo idênticos.

Naturalmente que, quando existe uma cor dominante e relativamente poucos pontos contrastantes, os detalhes adquirem uma especial importância, pelo que devem ser realçados tanto quanto possível, mas sem exageros, podendo ser reforçados com uma pequena linha divisória em preto que fará o efeito de uma sombra.

quinta-feira, 16 de Janeiro de 2014

A cavalaria inglesa da HaT da 1ª Guerra Mundial - 1ª parte

Image Hosted by Google Cavalaria inglesa da HaT da 1ª Guerra Mundial

No centenário do início da 1ª Guerra Mundial espera-se que muitos fabricantes de miniaturas reforcem a sua oferta para este periodo, lançando novos modelos, reeditando alguns antigos e disponibilizando edições especiais ou séries limitadas, numa nítida aposta num aumento de vendas de modelos para este conflito.

A cavalaria inglesa para o princípio da Grande Guerra já se encontra disponível, sendo composta por um conjunto de três grelhas cada uma delas com cinco cavaleiros, um dos quais um oficial, e quatro cavalos, acrescendo as bandoleiras e mantas enroladas para as montadas e braços separados para as figuras.

Os braços separados, apesar do número coincidir com o número de figuras que deles necessitam, permitem, em conjunto com a troca de montadas, aumentar a variedade dos conjuntos, evitando um pouco repetições, algo que estaga a visão de conjunto de uma dúzia de cavaleiros que se pretende conseguir com uma única caixa.

Image Hosted by Google Cavalaria inglesa da HaT da 1ª Guerra Mundial

As figuras, na sequência do que a HaT tem vindo a apresentar, estão bem detalhadas, com um excelente rigor histórico, reproduzindo com exatidão o aspecto da cavalaria britânica no início do conflito, altura em que estas formações desempenharam um papel com maior relevo.

O armamento inclui a lança, presente na maioria das figuras, estando todas elas equipadas igualmente com um sabre, desembainhado no caso do oficial, o único que não possui espingarda, sendo que uma das figuras, que não dispõe de lança, empunha a conhecida Lee Enfield, que serviu as forças britânicas nos dois conflitos mundiais.

A preparação destas figuras é simples, dado terem muito poucas marcas de moldagem, mas as existentes devem ser removidas com uma lâmina, podendo-se passar um pouco de lixa ou colocar um pouco de cola instantânea, que faz desaparecer esse tipo de imperfeição, após o que se pode colar os braços nas figuras que os tenham em separado.

quarta-feira, 7 de Agosto de 2013

O "Scorpozoid"

Image Hosted by Google O "Scorpozoid" da Tomy

Os "Zoid" são máquinas de guerra imaginárias, muitas vezes inspirando-se em seres vivos que são reinterpretados de forma a serem transformados em "robots", seguindo uma tradição bastante forte no Oriente, sobretudo no Japão, onde este tipo de máquina tem um grande número de admiradores.

Lançados nos anos 80, integrado numa vasta colecção que integra modelos tão bizarros como o "Tyrannazoid", o "Spiderzoid" ou o "Protozoid", o "Scorpozoid" é uma reinterpretação mecânica ou robótica de um escorpião, destinando-se a colecionadores deste tipo de modelos ou a ser usado como brinquedo.

Tal como os restantes modelos desta série, o "Scorpozoid" necessita de ser montado, e opcionalmente pintado, tendo peças para duas variantes, o que permite terminar a cauda com um simples canhão ou com uma mais sofisticada torre, ocupada por um segundo tripulante que opera um sistema de armamento.

Image Hosted by Google O "Scorpozoid"

Dado destinar-se a um público jovem, e com a alternativa de ser usado como brinquedo, o "Scorpozoid" é extremamente fácil de montar, podendo ser finalizado sem o recurso a cola, através de um interessante sistema de encaixes que mantém a mobilidade das peças, sobretudo das patas, que são accionadas por um pequeno motor de corda.

Desta forma, após um processo de montagem muito simples, que implica apenas algum cuidado no ajuste das peças, mas que, seguindo as instruções, não apresenta dúvidas, passando por um trabalho de pintura opcional, este pequeno robot pode ser colocado numa superfície e testado, nomeadamente dando corda ao motor e assistindo a um andar algo desengonçado, mas que não deixa de ter a sua piada.

Cerca de 30 anos após ter sido pintado e montado, este "Scorpozoid" ainda sobrevive, e se a mola já perdeu parte da sua força inicial, ainda é capaz de fazer mover este pequeno monstro, fazendo lembrar o imaginário de outra época, muito típico de outras culturas que não a nossa.

segunda-feira, 5 de Agosto de 2013

O "Tyranossaurus Rex" da Airfix

Image Hosted by ImageShack O "Tyranossaurus Rex" da Airfix

O "Tyranossaurus Rex" da Airfix é um "kit" bastante antigo, integrado numa pequena série dedicada a espécies Pré-Históricas, que reentrou por diversas vezes em produção, dado o interesse e a qualidade do modelo, onde a expressão agressiva da enorme cabeça tem lugar de relevo.

Adquirimos este "kit" nos anos oitenta, talvez uma vintena de anos depois de ter entrado em produção pela primeira vez, sendo um modelo extremamente simples de montar, seguindo as instruções do fabricante, com a maior dificuldade encontrada no ajuste das peças de maior dimensão e a necessidade de fazer desaparecer juntas e marcas do molde.

O mais importante para o resultado final deste modelo acaba, portanto, por ser a pintura, que acaba por dar algumas margem, pois, efectivamente, não é possível determinar com toda a certeza qual a cor do "Tyranossaurus Rex" existente muito antes de os primeiros seres humanos viverem neste planeta.

Image Hosted by ImageShack A cabeça do "Tyranossaurus Rex" da Airfix

Acabamos por escolher um tom acastanhado, com várias tonalidades, umas ligeiramente mais claras, outras mais escuras, de modo a realçar detalhes e dar uma maior sensação de profundidade, com o maior cuidado a ir para a cabeça, onde os olhos e, sobretudo, a boca adquirem o maior destaque.

Enquanto a pintura dos olhos, em branco, com pupilas negras, é fácil de obter, o interior da boca, em vermelho, com alguma mistura de branco, dentes onde o branco tem um pouco de amarelo, de modo a ser semelhante ao marfim, a que adicionamos veniz brilhante, que simula a saliva, e um pouco de vermelho diluido, que dá a sensação de sangue, obrigam a algum tempo e trabalho aturado.

Este modelo com quase 30 centímetros de comprimento, numa escala que se aproxima da 1/50, é simples, agradável de montar e pintar, que deixa um grande espaço à imaginação, podendo, sem o risco de cair em erro, escolher diversos tipos de finalização, com o "kit" a ter um interesse educacional e a ser uma alternativa interessante a assuntos bem mais comuns.