terça-feira, 4 de novembro de 2008

O Cromwell da HaT - 1ª parte


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Foto do Cromwell da HaT

O Cromwell foi um carro de combate inglês utilizado nos períodos intermédios e final da 2ª Guerra Mundial, substituindo um largo conjunto de tanques "cruzeiro", muitos dos quais ao serviço desde o início do conflito e completamente desactualizados.

Apesar de algumas limitações e de não ser um adversário para um Panther ou um Tiger, o Cromwell demonstrou ser eficaz e uma base que permitiu desenvolver diversos modelos especializados bem como evoluir no sentido de um armamento mais pesado, dando origem ao Comet, armado com a peça de alta velocidade de 17 libras, o qual possuia capacidade para enfrentar a maioria dos tanques inimigos.

No entanto, não obstante o número de exemplares construidos, os modelos do Cromwell na escala 1/72 são escassos, pelo que a opção da HaT por este modelo vem preencher uma lacuna grave que prejudicava modelistas e, sobretudo, praticantes de jogos de guerra, que necessitam de modelos fáceis de montar, resistentes e a um preço acessível.


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Outra foto do Cromwell da HaT

O "kit" da HaT, incluido na linha Armourfast, é vendido em conjuntos de dois, em duas grelhas idênticas e era o modelo mais complexo e detalhado lançado por este fabricante até então, incluindo um conjunto de pormenores adicionais, como as escotilhas a poderem ser colocadas na posição de aberto ou fechado.

A complexidade do desenho original obrigou a HaT a rever alguns princípios, aumentando substancialmente o número de peças, mas mantendo a filosofia de um modelo fácil de montar, com lagartas, rodados e suspensões numa única peça, o que facilita em muito a montagem, mas obriga a um esforço adicional para quem quiser incluir alguns detalhes extra.

Tal como acontece com vários modelos da HaT, a maior falha visível neste "kit" é a ausência dos rodados duplos presentes no veículo original, sendo que, por limitações do molde, estes apenas têm a roda exterior correctamente reproduzida, enquanto a interior se encontra ao nível da zona central, ou seja, sem contacto com a lagarta, o que seria funcionalmente impossível num tanque real.
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