quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

O Rolls Royce blindado da Second City - 1ª parte


Image Hosted by ImageShack
Uma foto do Rolls Royce blindado da Second City antes de pintado

Obter modelos de veículos militares do tempo da Grande Guerra, mesmo quando o uso se prolongou por décadas, torna-se muitas vezes difícil, por vezes impossível, ou oneroso, mas também se consegue, com algum trabalho e persistência, fazer algumas descobertas interessantes.

A Second City é uma marca pouco conhecida, que produz de forma quase artesanal um conjunto de miniaturas de veículos militares usados durante o período da 1ª Guerra Mundial e da Guerra Civil Russa, que terminou com a implementação do regime comunista e a constituição da União Soviética, sendo uma das raras possibilidades de obter alguns modelos desta conturbada época.

Optamos, a título de experiência, por adquirir um par de Rolls Royce blindados, numa das versões produzidas e que recorre à torre de mais baixo perfíl, os quais foram usados durante a Grande Guerra em múltiplos teatros de operações que incluem a fracassada campanha de Gallipoli e os longos combates nos desertos do Médio Oriente onde se celebrizou o Coronel Lawrence, que também usou este veículo em diversas ocasiões.


Image Hosted by ImageShack
Uma foto do Rolls Royce blindado da Second City na versão do Médio Oriente

A carreira operacional ao serviço do Exército Inglês deste Rolls Royce extendeu-se à ocupação da Irlanda e aos primeiros combates ocorridos na 2ª Guerra Mundial, quando algumas unidades ligeiramente modificadas enfrentaram os Italianos nos combates travados no desertos Norte Africanos.

Seria expectável que um veículo usado ao longo de três décadas e em dois conflitos mundiais fosse fácil de encontar sob a forma de miniatura em plástico na escala 1/72, mas tal não acontece e implica adquirir um modelo em resina produzido pela Second City e vendido no "site" do fabricante ou no EBay inglês por perto de cinco euros, a que acrescem despesas de envio.

O modelo em resina da Second City não tem nem a qualidade nem os detalhes a que estamos habituados nos "kits" em plástico produzidos em larga escala, mas constitui uma boa base de trabalho, que pode ser melhorada, e a alternativa possível a miniaturas de carácter mais industrial que teimam em não aparecer.
Enviar um comentário