sexta-feira, 29 de maio de 2009

A artilharia portuguesa da Guerra Peninsular da LW - 1ª parte


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Caixa da artilharia portuguesa da Guerra Peninsular da LW

São raros os fabricantes que reproduzem as forças portuguesas que participaram na Guerra Peninsular e se encontravam em França quando Napoleão Bonaparte abdicou do trono, pelo que, mesmo quando os modelos não são de uma qualidade dentro dos parâmetros actuais, acabam por merecer alguma atenção.

Actualmente, apenas dois fabricantes produzem modelos das forças portuguesas desta época, concretamente a LW, que tem no seu catálogo um conjunto de artilharia, e a Odemars, que produz um conjunto de caçadores que dificilmente valerá a pena adquirir, mesmo sendo o único no mercado a reproduzir estas unidades militares.

Resta aos modelistas optar por algumas conversões, tal como fizemos no caso da cavalaria portuguesa, para a qual usamos os Life Guard ingleses da Revell, esperar pelo anunciado conjunto da Emhar que irá incluir infantaria de linha e caçadores, ou adquirir os modelos existente.


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Figuras da artilharia portuguesa da Guerra Peninsular da LW durante a pintura

Com uma qualidade esculptórica muito abaixo dos actuais padrões de mercado, o conjunto da LW é composto por quatro grelhas idênticas, cada uma com um canhão e oito figuras, entre as quais um oficial ferido, com um braço ao peito, e duas outras baixas, resultando num grupo algo massacrado e de dificil utilização, situação que se complica ainda mais devido a uma das poses ser de um soldado em marcha.

Assim, excluindo as baixas e o soldado em baixa e aproveitando o oficial ferido, podemos contar com guarnições de cinco elementos para cada uma das peças, o que, sendo insuficiente, permite mesmo assim compor uma cena minimamente realista e dar a este conjunto alguma utilidade que será maior para os praticantes de jogos de guerra, que poderão compor uma bateria de quatro peças.

Dado que a qualidade do molde deixa algo a desejar, a primeira fase corresponde a remover o excesso de plástico, bem como as linhas deixadas pelo molde, para o que recorremos a um bisturi, após o que pusemos um pouco de cola instantanea e lixamos o excesso, num processo algo trabalhoso e que não consegue remover a totalidade das marcas.
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