terça-feira, 28 de julho de 2009

Soldados portugueses em França


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Imagem publicada na Ilustração Portugueza

Após a chegada a França, o equipamento das forças portuegesas modificou-se, recebendo, entre outros items, máscaras anti-gás, novas cartucheiras, adaptadas às Lee Enfield e numerosos capacetes de origem inglesa, que substituiram o modelo "canelado" usado até então.

Nesta foto de alguns soldados portugueses em descanso na linha da frente, todos os capacetes são do modelo inglês e as máscaras anti-gás são bem visíveis, destacando-se ainda o pormenor do colarinho do casaco, do modelo nacional.

Este modelo de uniforme acabou por coexistir com outro, na mesma cor cinzenta azulada, mas de corte idêntico ao dos ingleses e provenientes de fábricas desse país aliado, resultanto numa combinação que, exceptuando a cor, basicamente impossível de detectar numa foto a preto e branco, aparentava ser a de um qualquer soldado britânico.

A falta de licenças longe da frente, com o descanso a realizar-se em linhas de rectaguarda que estavam ao alcance da artilharia inimiga, a falta de oficiais em número adequado, algo que se reflectia não apenas a nível operacional, mas também na logística e nos serviços de saúde, linhas de frente demasiado longas e um atrito excessivo reduziu em muito a capacidade da infantaria portuguesa.

Pouco conhecido, mas documentado sobretudo pelos ingleses, o número de "raids" e de confrontos com o inimigo diminuiu o número de efectivos de forma substancial, com mais de 10% de baixas neste tipo de confronto que não implicava verdadeiras batalhas, pelo que o número de militares disponíveis durante a ofensiva alemã de Abril de 1918 era muito inferior ao estimado pelos Aliados.
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