domingo, 26 de julho de 2009

Soldados portugueses em Tancos


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Imagem publicada na Ilustração Portugueza

A mobilização e o treino de um contingente de perto de 50.000 militares num curtíssimo espaço de tempo, de modo a poderem participar nos combates que se travavam na Europa foi designado por "milagre de Tancos", nome da localidade onde decorreram os treinos.

Esta força era quase inteiramente nova, já que a maioria dos militares estava ou nas colónias ou integrado no Corpo de Artilharia Pesada Independente, que foi enviado para suportar o exército francês, razão pela qual o treino foi intenso e realizado desde o início.

Após o período de treino, o Corpo Expedicionário Português, composto por duas divisões, partiu para França onde recebeu um treino suplementar dado por instructores ingleses, de modo a adaptar-se a um tipo de guerra completamente diferente de tudo o que se praticara até então.

Em França as divisões de infantaria portuguesas tiveram treino com as novas armas, entre elas as metralhadoras Lewis e Vickers e os morteiros Stokes, receberam instrução para enfrentar o perigo dos gases e das barragens de artilharia e aprenderam novas tácticas de modo a poderem enfrentar os alemães.

Não obstante o treino, o desgaste prolongado, a quase completa falta de licenças, dificuldades logísticas e uma linha de frente absurdamente longa, acabaram por ditar o destino da infantaria portuguesa quando foi atacada em Abril de 1918 por uma força alemã muito superior, resultando na quase destruição de uma força que podia ter sido um sucesso se utilizada de outra forma.
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