quarta-feira, 19 de agosto de 2009

1/72 e 1/76, uma questão de compatibilidade - 2ª parte


Image Hosted by ImageShack
Comparação entre figuras nas escalas 1/72 e 1/76

Em termos bidimensionais, como um modelo visto inteiramente de frente ou perfil, a diferença entre uma escala 1/72 e 1/76 passa de pouco menos de 5% para perto dos 9%, o que já permite, mesmo intuitivamente, verificar que existem descrepâncias nas escalas.

Quando se passa para uma perspectiva tridimensional, sobretudo em volumetrias mais uniformes, como as de um carro de combate, no qual comprimento, largura e altura são relevantes, a diferença aumenta ainda mais e situa-se perto dos 85%, o que é bastante visível quando se observa em determinados ângulos.

Colocando dois modelos sensivelmente idênticos, como dois carros de combate ingleses do período da Grande Guerra, perto um do outro, em angulo, de forma a que se possam comparar as dimensões nos vários eixos, é manifesto que, se linearmente parecem quase idênticos, os volumes surgem como francamente diferentes.


Image Hosted by ImageShack
Comparação entre figuras nas escalas 1/72 e 1/76

Esta descrepância aumenta, obviamente, com a experiência do observador e com a existência ou não de elementos complementares que podem ser, simplesmente, figuras sub ou sobre dimensionadas, fazendo o pendor oscilar na direcção do modelo de maior ou de menor dimensão, que parecerá o que está na escala correcta.

Logicamente, árvores, muros, casas e outros elementos cuja dimensão varie com alguma liberdade mais do que 5% podem ser usados de forma indistinta nestas duas escalas, sem que daí resulte algo de estranho ou pouco credível.

Inevitavelmente, escolher uma única escala, com excepção de alguns elementos de menores dimensões ou realmente insubstituíveis, parece ser a opção mais adequada, evitando assim comparações que, no limite, retiram realismos às cenas, sejam elas em maquetes, sejam numa mesa de jogos de guerra.
Enviar um comentário