terça-feira, 27 de outubro de 2009

Combatentes portugueses em África


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Imagem publicada na Ilustração Portugueza

A participação portuguesa na Grande Guerra em África envolveu uma multiplicidade de unidades e contingentes, alguns dos quais integravam voluntários locais, única forma de defender um território extenso e pouco populoso, bastante vulnerável a incursões inimigas.

Esta situação era particularmente complexa em Angola, que, não obstante assistir a menos movimentações inimigas do que Moçambique, possui uma muito maior área e extensão fronteiriça, apresentando grandes dificuldades para as forças enviadas do Continente.

Para além das forças regulares, recrutadas localmente, entre populações europeias e indígenas, ou enviadas do continente, existiam contingentes compostos por unidades de polícia e milícias irregulares, que integravam colonos ou povos nativos.

Com um misto de oficiais do Exército e da Polícia, alguns elementos policiais adicionais e colonos, muitos deles habituados às condições locais, estas milícias reproduziam as forças com que os "boers" enfrentaram os ingleses, com grande sucesso táctico, poucos anos antes e permitiam defender áreas inalcançáveis pelas forças regulares.

Pouco conhecidas,e ainda menos reconhecidas, estas milícias foram essenciais na defesa dos territórios portugueses do Ultramar, demonstrando uma aptidão para enfrentar as difíceis condições locais muito superior à das forças regulares que, não obstante mais bem equipadas, não eram mais eficazes.
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