terça-feira, 20 de outubro de 2009

Militares portugueses em África


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Imagem publicada na Ilustração Portugueza

No início da Grande Guerra, Portugal reforçou sucessivamente as guarnições nas ilhas do Atlântico e em África, onde forças alemãs e aliados indígenas começavam a efectuar ataques contra postos militares e povoações.

Durante os anos do conflito, dezenas de milhares de militares portugueses estiveram presentes sobretudo em Moçambique, mas também em Angola, onde uma guerra que continua pouco estudada se desenrolou num clima difícil e enfrentando um adversário comandado por um excelente estratega, o general Von Lettow-Vorbeck, que dirigiu uma campanha de forma exemplar.

Na foto publicada na Ilustação Portugueza são visíveis alguns dos muitos uniformes e equipamentos usados pelas forças portuguesas em África, incluindo vários modelos de capacete colonial, chapéus de abas largas e mesmo um quépi, bem como uniformes em tons de cinzento, semelhantes aos usados na Metrópole, e brancos, para climas tropicais.

O próprio calçado é variado, com grevas a serem usadas, algo que era normalmente destinado á cavalaria, bem como diversos tipos de sapatos e botas, demonstrando que a padronização era então escassa.

Os contingentes enviados posteriormente tinham, no entanto, uma maior uniformidade, equipamento e armamento mais adequado, apresentando sobretudo vulnerabilidades a nível de logística e de serviços de saúde, demasiado subvalorizados por quem conhecia mal a realidade africana e do que resultou uma larga percentagem de baixas por doença.

Apesar da coragem de muitos dos militares envolvidos, a participação portuguesa na 1ª Guerra Mundial pautou-se por uma manifesta falta de sucesso, derivada em grande parte da instabilidade política dos primeiros anos da República, mas também de uma inadequação do treino à realidade que os combatentes iriam enfrentar e a uma desmotivação por parte de quem não entendia a razão do sacrifício que fazia.
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