quarta-feira, 28 de outubro de 2009

O "Hummel" da Esci - 1ª parte


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O "Hummel" da Esci

A crescente necessidade de artilharia móvel durante o desenrolar da 2ª Guerra Mundial levou o exército alemão a desenvolver diversas plataformas, mais ou menos improvisadas, capazes de proporcionar apoio às unidades mecanizadas, sobretudo às divisões blindadas.

Houve, essencialmente, duas evoluções, sendo uma a dos canhões auto-propulsionados, com blindagem reduzida, abertos na parte superior e com peças de grande alcance, destinados sobretudo a suportar unidades blindadas, e os canhões de assalto, com maior blindagem e peças de alcance mais reduzido, que apoiavam unidades em missões de assalto, onde os combates se travavam a curta distância.

Após experiências iniciais, que consistiram em reaproveitar o chassis do pequeno PzKfw I, ao qual foi removida a torre, sendo substituida por uma superestrutura algo desproporcionada, na qual foi instalada um canhão de infantaria SiG 33, os canhões auto-propulsionados passaram a ser projectados de forma mais equilibrada, de modo a consolidar o sucesso dos primeiros modelos.


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O "Hummel" da Esci

O modelo seguinte, o "Wespe", uma modificação do chassis do PzKfw II, então obsoleto, que foi armado com a peça de artilharia ligeira lFH 18 de 105 mm, foi um sucesso imediato, tornando-se óbvio que esta era uma experiência que iria ter seguimento com modelos de capacidade superior.

O Panzerfeldhaubitze 18M auf Geschützwagen III/IV (Sf) "Hummel", Sd.Kfz. 165, um canhão sFH 18/1 L/30 de 150 mm montado sobre o chassis modificado de um PzKfw IV, foi o passo seguinte, dando origem a um veículo extremamente eficaz, capaz de proporcionar apoio de fogo móvel adequado às divisões blindadas, enquanto era capaz de uma certa capacidade anti-tanque que derivava do peso das munições utilizadas.

Até ao fim da 2ª Guerra Mundial, o "Hummel" foi a principal peça de artilharia pesada auto-propulsionada utilizada pelos alemães, não obstante a sua blindagem ligeira, o compartimento aberto que o tornava vulnerável a granadas de mão e a falta de armas contra a infantaria inimiga.
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