quarta-feira, 20 de maio de 2015

O Panzer IV da Airfix - 2ª parte

Estão igualmente disponíveis insígnias para duas versões, mas o facto é que, dado que as versões F1 e F2 foram usadas em diversas frentes de combate, com a pintura adequada, o modelo da Airfix tanto pode ser usado em cenários do Norte de África, como na Rússia, Itália e mesmo França, embora neste caso tal seja mais raro.

Em termos de construção, este é um modelo simples, não obstante ser composto por um razoável número de peças, que, seguindo as instruções, não deverá oferecer dificuldades de maior, mesmo aos pouco experientes, aconselhando-se a construir o chassis, sem rodados, e a torre, antes de proceder à pintura.

Diz-nos a experiência que as da lagartas da Airfix só ficam perfeitamente ajustadas caso o modelo tenha algum peso, pelo que convém, antes de fechar o modelo, adicionar algum peso, podendo-se colocar no interior alguns parafusos velhos ou outras pequenas peças em metal, devidamente coladas, que fazem com que, uma vez pousado, a parte inferior das lagartas fique perfeitamente direita.

Um método simples, que no entanto não seguimos neste caso, é usar como primário um "spray" com a mesma cor usada nos veículos reais, e que era um vermelho acastanhado, que protegia o metal da ferrugem, e proporciona uma excelente aderência para a pintura, que pode ser em tons de amarelo escuro, como ou sem padrão de camuflagem, ou cinzento, o conhecido "Panzer Grau", que podia, igualmente ser camuflado, algo inevitável, por exemplo, no Inverno russo, onde era aplicada tinta branca nas superfícies mais visíveis.

Optamos pela versão em amarelo escuro, tal como usado em África, onde era raro adicionar padrões de camuflagem, com a pintura simples a ser aplicada directamente sobre o plástico, em camadas sucessivas, sendo os detalhes, como o negro da borracha dos rodados ou dos periscópios, o negro metalizado dos canos das metralhadoras ou acessórios, e o vermelho acastanhado das lagartas a serem adicionados posteriormente.

Escolhemos a versão F1, equipada com o canhão KWK37 L/24, o conhecido 75 mm curto, a mais comum das versões contidas no "kit", não apenas no Norte de África, mas nos diversos teatros de operações, dado que o número de F2 acabou por ser escasso, sendo rapidamente substituido pela versão G, com a peça KWK40 L/43 a ser substituida pela defenitiva KWK40 L/48, usada pelas versões subsquentes do Panzer IV.
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