segunda-feira, 25 de maio de 2015

O Panzer IV da Airfix - 4ª parte

Uma forma de dar alguma vida extra a um modelo é adicionar uma ou mais figuras, sendo que no caso deste modelo, realizado na escala 1/76 e com a decoração para o Norte de África, as opções são bem mais escassas sem correr o risco de destoar em termos de proporção e de rigor histórico, o que prejudicaria ou comprometeria o resultado final.

Assim, procuramos uma figura com dimensões aceitáveis, proveniente de um conjunto na mesma escala tendo a escolha recaido no único candidato sério que encontramos, originalmente incluida no antigo conjunto de infantaria ANZAC feito pela Matchbox e que representa um soldado ferido, com a cabeça ligada e um braço ao peito e sem qualquer equipamento ou armamento.

Esta pose é plausível, dado que a falta de efectivos condicionava em muito a decisão dos feridos menos graves, sobretudo entre as preciosas tripulações e mais ainda a nível dos experientes comandantes de carros de combate, como neste caso, dado que a número táctico 141 corresponde ao comandante de um pelotão, levavam muitos a permanecer nos respectivos postos mesmo quando tinham a opção de convalescer num hospital de campanha.

A conversão desta figura é extremamente simples, bastando remover os suspensórios típicos das forças dos domínios da coroa britânica, recorrendo a um bisturi e um pouco de cola, após o que se pinta a figura em negro, que serve como base e para realçar alguns detalhes.

Seguidamente, pintamos a camisa da figura, com o pincel quase seco, em amarelo escuro, dando depois umas pinceladas num tom mais claro, para aumentar o contraste, após o que pintamos o cabelo, num tom amarelado, a pele, um pouco escurecida dado ser nomal que tal suceda no Norte de África, e as ligaduras em branco.

Adicionamos alguns detalhes, como manchas de sangue seco, e usamos tinta negra diluida para, com um pincel fino, delimitar as zonas de transição de cor ou para dar maior profundidade a alguns detalhes, após o que cortamos a figura um pouco abaixo da cintura de modo a poder ser instalado na escotilha que deixamos aberta.

Naturalmente, existem inúmeras outras opções, incluindo figuras feitas especificamente para o efeito, mas o nosso objectivo, neste caso, foi mesmo apresentar uma conversão, demonstrando que se pode improvisar recorrendo às figuras que temos disponíveis e que, como neste caso, nunca teve qualquer utilidade, nem sequer foi pintada, até ao momento em que foi colocada em destaque neste "kit".
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