quarta-feira, 10 de junho de 2015

O Afrika Korps da Airfix na escala 1/32 - 3ª parte

Portanto, o mais normal, em temos de cor, é um amarelo a tender para o cinzento, com algumas peças de fardamento isoladas na cor original, facto que, de alguma forma, tentaremos retratar nas figuras que pintamos, sendo uma das raras excepções os bonés dos oficiais superiores e generais, cuja lã não desbotava de forma visível, mesmo em condições extremas.

Também era extenso o uso de peças de fardamento, e mesmo equipamento e veículos capturados, que, no final da existência do Afrika Korps, correspondiam a perto de 90% do total disponível, pelo que, mesmo num conjunto pequeno, a existência de peças de roupa ou equipamento capturado às forças inglesas ou provenientes de "stocks" italianos abandonados, seria mais do que provável.

A opção mais adequada, face à falta de variedade dos uniformes deste conjunto é, portanto, pintar as peças em cores diferenciadas, refletindo a diversidade das mesmas, aplicando as cores base sobre uma base que pode ser negra ou, para quem pintar alguma quantidade, o cinzento de um "spray" de primário.

Partir do tom original, o verde oliva, e ir acrescentando amarelo e branco sucessivamente, até este se aproximar do cinza claro, implica gastar tinta nalguma quantidade, mas tem a vantagem se ser possível acompanhar a evolução da cor do fardamento desde que saiu de fábrica até ao limite da sua utilização o que, não deixando de ser interessante, pode ser pouco racional, sobretudo se a mistura não evoluir no sentido pretendido.

Assim, sugerimos que os tons pretendidos sejam preparados isoladamente, podendo-se incluir o verde oliva, um ou dois tons de amarelo e um em cinza claro, com um pouco de amarelo, nas quantidades suficientes, e com alguma margem de erro, para as superfícies a pintar, sabendo-se que as mesmas cores, com uma pequena mistura de amarelo ou branco, serão posteriormente utilizadas para realçar os detalhes.

As correias, cintos e bolsas regulamentares, ao contrário do habitual no Exército, eram em lona, de cor esverdeada ou mesmo amarelo escuro, e num formato próprio, embora se tenham verificado muitas excepções em consequência das dificuldades de abastecimento, mantendo muitos oficiais o cinto em cabedal castanho, o mesmo material usado nas cartucheiras, bolsas para mapas, bandoleiras das armas ou correias dos binóculos.
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