sexta-feira, 12 de junho de 2015

O Afrika Korps da Airfix na escala 1/32 - 4ª parte

Devemos dizer que, tal era o número de excepções ou fardamentos irregulares, que dificilmente qualquer extravagância resulta numa impossibilidade histórica, salvo quando envolve equipamentos não disponíveis à data ou que nunca estiveram presentes no Norte de África, pelo que quase tudo em termos de fardamento é admissível em cenários de combate, sabendo-se que material capturado na Rússia veio a ser expedido par África.

Os estojos metálicos das máscaras anti-gás, tal como os capacetes e a maioria das peças metálicas, incluindo muitas fivelas, eram pintadas em amarelo-areia, enquanto os cantís eram os habituais distribuidos em todas as frentes, com o revestimento castanho, tampa ou copo em metal verde, seguro por lona amarelo escuro.

Após descartadas as longas e inadequadas botas altas com atacadores, o modelo escolhido era curto, em couro de cor castanha, por vezes em dois tons, com variantes nas quais a parte superior era em lona verde, havendo alguns exemplares em preto, sendo comum o recurso a calçado capturado, pelo que as botas inglesas eram bastante comuns.

Um acessório muito comum era o lenço usado ao pescoço, que evitava queimaduras de Sol e protegia de tempestades de areia, normalmente em cor branca, mas onde a uniformidade era reduzida, com os militares em campanha a escolher o que mais lhes agradava, sendo igualmente muito comuns os óculos escuros, como protecção contra a luminosidade excessiva e contra a projecção de areia ou mesmo detritos.

As insígnias eram equivalentes aos do uniforme original, mantendo-se iguais no caso das insígnias de posto dos oficiais, mas com os modelos BEVO a terem um fundo castanho, com o fio em azul claro ou prata, dependendo do modelo exacto, enquanto os escudos dos capacetes se mantiveram inalterados.

O debruado das insignias de posto, e da pequena fita em forma de triangulo que circunda a insígnia nacional depende da arma ou serviço, tendo, por exemplo, a cor rosa sido atribuida às unidades blindadas, enquanto o branco era a cor da infantaria, com a zona central da cor do uniforme, no caso de sargentos e praças, e prateado para os oficiais.

A célebre banda com a palavra "AFRIKAKORPS", em diversas versões, era, na verdade, informal, embora aceite oficialmente, aparecendo raramente nas fotos tiradas durante a campanha, enquanto a que dizia "AFRIKA", que veio dar carácter oficial, foi sobretudo atribuidas aos combatentes após a campanha, pelo que não é de esperar que surja durante os combates no Norte de África, como é patente nas fotos da época.
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