segunda-feira, 15 de junho de 2015

O Afrika Korps da Airfix na escala 1/32 - 5ª parte

As armas individuais utilizadas eram as padronizadas no Exército, portanto com as cores habituais, seja a nível de madeira, seja no aço, negro pela fosfatagem, mas que ia ganhando algum brilho com o uso, mas caixas de munições e mesmo bolsas de carregadores em lona eram em tons amarelo escuro, o mesmo acontecendo com alguns acessórios, como os tripés das metralhadoras, pintados de forma algo improvisada.

Enfrentando condições particularmente severas, com calor extremo durante o dia e temperaturas baixas durante a noite, a pintura dos equipamentos metálicos degradava-se muito rapidamente, pelo que o primário, quando existente ou o próprio metal era muitas vezes visíve, sendo reparada frequentemente com tinta de outra cor, aquela que estivesse disponível, dando origem a estranhos padrões que, sendo associados a camuflagens, na verdade eram tão somente remendos aos quais era conferida alguma função de dissimulação.

Sob uma luminosidade intensa, ocultar os reflexos da luz solar ganha especial importância, sobretudo para unidades que tentam ocultar a sua posição, pelo que uniformes e equipamentos tinham muito poucas superfícies reflectoras, sendo excepções, naturalmente, o metal das armas e as lentes dos equipamentos ópticos, que, sempre que fora de uso, eram ocultados ou tapados.

Estes foram os princípios seguidos durante a pintura destas miniaturas, recorrendo às técnicas habituais, de forma semelhante à descrita para os paraquedistas ingleses, tendo as bases sido aplicadas segundo o mesmo processo, pelo que remetemos para o conjunto de textos anterior os detalhes referentes a este aspecto específico, tendo optado por abordar sobretudo o aspecto histórico deste conjunto, nomeadamente em termos de uniformologia.

Dos vários conjuntos lançados pela Airfix, não obstante alguns erros, este continua a ser o nosso favorito e um excelente exemplo da capacidade esculptórica, numa época em que, essencialmente, tudo era feito à mão, sem o recurso às tecnologias actuais, e, mesmo assim, mantém-se ao nível do que de melhor se produz dentro das restrições impostas pelos moldes de duas partes, que limitam as poses e determinam a perda de detalhes em zonas específicas.

Tal como com o conjunto do 8º Exército, que na realidade lhe fez frente, este Afrika Korps justifica plenamente a dezena de Euros que custa na sua edição actual, na escala 1/32, a qual inclui 14 figuras, mas também na sua versão feita na 1/72, que sobreviveu a todas as crises da Airfix, chegando a ser produzido pela Heller francesa e que, passadas décadas, voltou à origem e continua a merecer rasgados elogios.
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