segunda-feira, 8 de junho de 2015

O Afrika Korps da Airfix na escala 1/32 - 2ª parte

Outros pequenos erros estão patentes neste conjunto, onde o rigor histórico nem sempre acompanha o nível esculptórico, nomeadamente no escasso equipamento presente nas figuras, no número de cartucheiras, que eram em grupos de 3 e não de 2, como aparece neste conjunto, na ausência de porta carregadores adequados para as pistolas-metralhadoras e no modelo destas, que ao invés das populares MP38 e MP40, com coronha retrátil, aparecem com coronha fixa, sugerindo que possam ser as raras MP41, que surgiram apenas em 1943, portanto após o termo da campanha em África e foram destinadas apenas às SS e à polícia.

O restante equipamento presente nas figuras é correcto, incluindo os cantis, máscara anti-gás ou estojos de mapas, bem como as restantes armas, mas, mais uma vez, surgem pequenas falhas, como o facto de o atirador com a MG34, excelentemente moldado, não ter a seu lado um municiador, essencial para a operação desta arma, nem dispor de uma pistola e respectivo coldre, tal como era distribuido regulamentarmente.

Se excluirmos estes erros e nos centrarmos nas figuras em termos de esculptura, manifestamente estas são do melhor que existe entre aquelas que são moldadas numa única peça, recorrendo a um molde com este tipo de características, formando um conjunto excelente, onde, efectivamente, faltam as restantes poses incluidas no conjunto na escala 1/76, facto que, no entanto, compreendemos face aos custos dos moldes nesta escala.

Após esta introdução, algo longa, mas que se justifica face a um conjunto ímpar, passamos ao processo de pintura das figuras, que será, em termos gerais, muito semelhante ao de outras na mesma escala, mas com algumas particularidades inerentes ao Afrika Korps, nomeadamente em termos de cores.

Tal como mencionamos, o uniforme evoluiu, mas, para além das alterações regulamentares, as condições ambientais do deserto do Norte de África tiveram um efeito substancial a nível da própria cor, com o verde oliva original a desbotar como resultado da acção do Sol e das lavagens, passando por várias tonalidades, passando por um tom amarelado e, no limite, chegando ao cinzento claro.

Em 1942, no período de maior intensidade das acções do Afrika Korps, as dificuldades logísticas já tinham condicionado em muito o fornecimento de fardamento, preterido em favor de armamento, munições, ou mesmo alimentação, pelo que se verificavam inúmeras combinações de cor, onde, entre algumas rara peças novas na cor original, o tom predominante era o amarelado, cor que muitos associam ao fardamento original, que, efectivamente, nunca foi fornecido nessa cor.
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