quarta-feira, 19 de agosto de 2015

As bases provenientes de caixas de CD - 2ª parte

Naturalmente, existe a limitação resultante dos elementos cénicos disponíveis, mas é mais correcto incluir menos, e que façam sentido, do que adicionar demasiados e ficar com a sensação de que algo não bate certo, compromentendo assim o resultado, mesmo que os elementos individuais sejam de excelente qualidade.

Efectuado o planeamento, começamos a tratar dos elementos que vão compor a cena, os quais tratamos de forma individual, começando, obviamente, pela base, sobre a qual irão ser dispostos os vários componentes que pretendemos incluir.

As caixas de CD têm o inconveniente de serem de pequenas dimensões, e, sendo padronizadas, pouca variação existe, mas apresentam algumas vantagens, nomeadamente o facto de o plástico ser rígido, permitindo não apenas uma boa aderência para tinta ou cola, como também facilitam a manipulação, não dobrando, tendo ainda uma boa resistência à humidade e outras condições ambientais.

Naturalmente, por uma questão de custos, a nossa opção por caixas de CD e não por outro material tem a ver com o aproveitamento de algo que, de outro modo, seria pura e simplesmente reciclado, existindo no mercado outras alternativas, algumas delas pensadas especificamente para o modelismo.

A preparação da caixa de CD é muito simples, bastando desmontá-la, caso não se encontre danificada, para o que se usa uma pequena chave de fendas, de modo a que os encaixes se soltem, obtendo-se assim três peças, duas correspondentes ao exterior da caixa, que serão aproveitadas, e uma interior, que, no nosso caso, teve como destino a reciclagem.

Para transformar a caixa na superfície plana que pretendemos, usamos um vulgar bisturí ou "x-acto", que pressionamos ao longo do interior das paredes laterais, que servem de guias, encaminhando a lâmina, como se de réguas se tratasse, sendo que, após algumas passagens, estas se começam a separar.
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