sexta-feira, 21 de agosto de 2015

As bases provenientes de caixas de CD - 3ª parte

Aconselhamos a resistir à tentação de, uma vez bastante marcada a linha de corte, eventualmente com zonas onde existe separação entre a superfície e as paredes laterais, se tente partir, de modo a abreviar o trabalho, já que a natureza rígida e quebradiça deste tipo de plástico leva a que tenda a partir pelo local errado, do que pode resultar a perda do trabalho realizado e danos irreversíveis na caixa.

Com as paredes cortadas, notam-se sempre imperfeições, pelo que estas devem ser regularizadas recorrendo a lixa, aconselhando-se a arredondar os cantos, evitando assim angulos mais agressivos, podendo-se ainda arredondar ou polir bastante os bordos, que ficam assim sem arestas ou pequenas falhas que podem ser cortantes, tal a natureza deste plástico, que permite a existência de pequenas farpas.

Nesta altura também será de decidir qual o formato a dar à base, que pode ser praticamente rectangular, mas que pode assumir outras formas, com os cantos mais arredondados ou com uma forma mais irregular, opção a ter em conta caso se destine a um fim mais específico, como colocar um determinado modelo cuja configuração tire melhor partido de uma base diferente.

Havendo falhas, sugerimos colocar um pouco de cola, que pode ser cianocrilato, podendo, dependendo da extensão da falha, ser necessário repetir várias vezes a operação, deixando sempre secar a cola colocada da vez anterior, após o que se lixa a área reparada, uniformizando-a face às restantes e fazendo desaparecer qualquer aresta.

Costumamos lixar a superfície, de modo a que cola e tinta adira melhor, antes de começar a posicionar e colar os elementos que darão relevo e conteúdo à cena que se pretende criar, sendo sempre de testar sem cola e em diversas posições tudo quanto se pretende colocar na base, como forma de obter a melhor disposição e evitar erros, como, por exemplo, resultar na falta de espaço para algo de essencial ou o conteúdo se revelar demasiado pesado e, consequentemente, pouco realista.

Caso seja necessário, podem-se colar duas ou mais superfícies, de modo a obter uma área superior, mas, neste caso, é absolutamente necessário ter em conta a necessidade de reforços, sob a forma de tiras de plástico que unam as várias peças, sem o que não é possível atingir um nível de resistência que proteja o trabalho a realizar e os elementos que aí venham a ser adicionados.
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