sexta-feira, 28 de agosto de 2015

As bases provenientes de caixas de CD - 6ª parte

Tal como fizemos noutra base, decidimos colocar na zona onde o avião ficará estacionado alguns rectangulos de plástico, igualmente provenientes de restos de "kits", que imitam madeira, por ser uma solução muito comum, sobretudo em zonas onde o terreno é menos consistente, seja por ser areoso, seja por haver possibilidade de ficar empapado com água da chuva.

Estas peças devem ser coladas com algum cuidado, pois, para além de elementos decorativos, irão reforçar as junções das várias peças da base, pelo que devem ser colocadas onde efectivamente aumentem a solidez do conjunto, e não apenas onde tenha um melhor efeito estético, tendo ainda de se ter em conta, tal como no que diz respeito às dimensões do abrigo, qual o modelo exacto de avião a utilizar.

Não obstante poderem ter dimensões muito parecidas, o trem de aterragem dos aviões, mesmo de um mesmo período, tinham configurações completamente diferentes, sendo exemplos o Messerschmitt Bf 109 ou o Supermarine Spitfire, cujo trem abria para o interior, pelo que as rodas, quando no solo, ficavam relativamente perto uma da outra, enquanto noutros, como o Focke Wulf 190 ou o Hawker Hurricane, abriam para o exterior, ficando as rodas muito mais afastadas.

Assim, é de ter em conta este detalhe do modelo na altura do corte e da colagem da plataforma em madeira, ficando assim nos respectivos locais os elementos que ocupam mais espaço no cenário, pelo que se pode passar à fase da pintura, em bruto, dos vários elementos, começando pelo castanho da madeira e pela cor de areia para o resto da base.

Este é o momento em que, caso não o tenha sido feito antes, é necessário tomar algumas decisões, porque na medida em que se adicionam alguns detalhes mais específicos, como vegetação existente numa dada parte do Mundo ou acessórios utilizados apenas por uma única nação, perde-se a universalidade do cenário, restringindo, obviamente, os modelos que nele podem ser colocados sem entrar em erros ou faltas de precisão a nível histórico.

Nesta fase, costumamos efectuar os retoques nas zonas que reproduzem madeira, dando uma aguada negra, delimitar melhor as transições e, cobrir toda a zona em tom de areia com cola de madeira, que serve para prender as pequenas pedras, pó e, eventualmente, relva, que vai sendo deitado antes de esta estar seca, ficando assim o conjunto, embora sem detalhes, muito perto do aspecto que terá no fim.
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