segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Alguns acessórios para cenários - 2ª parte

Toda a superfície em plástico terá que ser coberta, nem tanto pela cor, dado que o castanho em que o tronco é moldado é aceitável, mas para anular reflexos e eliminar uma textura demasiado lisa para ser identificada como um elemento natural, sendo ainda de verificar se não existem pequenos entalhes ou ranhuras que possam estragar o efeito e devem ser cobertas com uma camada de tinta mais espessa.

Relativamente às folhas, pode-se optar por uma aguada num tom mais claro, já que os caules e algumas nervuras tendem a ter um tom mais amarelado ou, pelo menos mais claro, do que as parte central das folhas, sendo de equacionar a possibilidade de na extremidade recorrer a um verde mais claro, reproduzindo assim o que se passa na realidade.

Para colocar uma destas árvores na base é necessário efectuar um pequeno furo, onde o pequeno espigão irá entrar, podendo-se colar com cola de contacto, reforçada por cianocrilato a partir da parte inferior da base, e colocando um pouco de cola branca em redor, sobre a qual se coloca um pouco de pó, de forma a que a junção das peças não seja visível e as árvores pareçam que saem da terra.

Com as árvores devidamente coladas nos locais defenitivos, efectuam-se os retoques finais, nomeadamente a nível de pintura e no respeitante à integração com o solo, passando-se depois à análise dos restantes elementos a incluir no cenário que, por serem de muito menores dimensões, acabam por ficar de alguma forma condicionados face à dimensão das palmeiras.

Neste caso, dispomos de reservatórios de combustível, sob a forma de "jerry cans" e de bidões, essenciais em aeródromos, sobretudo em bases improvisadas, onde não existiam estruturas de apoio fixas, e que serão colocados na periferia do local destinado aos aviões.

Estes tipos de reservatórios, apesar da sua forma completamente distinta, eram produzidos em materiais semelhantes, concretamente em metal, que era posteriormente pintado de acordo com o teatro de operações para onde eram enviados, verificando-se que a finalização nem sempre era a melhor e mesmo uniformidade era muito dependente das disponibilidades, pelo que o aspecto final tendia a ser o de metal com falta de tinta e, no caso dos bidões, frequentemente com algumas zonas de ferrugem.
Enviar um comentário