quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Alguns acessórios para cenários - 3ª parte

Provenientes de um "kit" da Academy, os bidões são feitos em três peças, resultando numa montagem muito simples, cujo principal cuidado a ter é o de efectuar correctamente os ajustes, o que evita que seja necessário lixar em excesso a superfície, de modo a que a junta desapareça, enquanto os "jerry cans", feitos numa única peça, apenas precisam de ser ligeiramente lixados na zona onde se notam marcas do molde.

A pintura destes reservatórios é simples, podendo-se usar um tom cinzento escuro como fundo, sobre o qual se vai adicionando, com o pincel quase seco, a cor que irá corresponder ao local de uso, tipicamente uma cor esverdeada na Europa, durante a fase inicial da Guerra, ou em amarelo escuro caso seja no Norte de África ou nos vários teatros de operações a partir de 1943.

Para realçar as zonas de maior desgaste, aplicamos um pouco de cinzento metalizado com um pincel quase seco nas zonas mais expostas, podendo, no caso dos bidões, usar uma pequena aguada em negro ou mesmo num tom de ferrugem nas nervuras que circundam estes reservatórios de formato cilíndrico e são responsáveis por grande parte da sua rigidez.

Estes elementos podem ser posicionados com alguma liberdade, mas sempre tendo em atenção onde, numa situação real, seriam colocados, pelo que, obviamente, nunca se posicionam em frente do avião ou de modo a que este, em caso de descolagem, colida com eles, sendo de optar um posicionamento mais periférico, colando-se com cola de contacto no local pretendido.

No conjunto vêm também algumas caixas em madeira, de uso e presença muito comum, que, depois de pintadas de castanho ou de cinzento escuro, recebem uma aguada em tinta escura, sendo coladas, igualmente com cola de contacto sobre o cenário, tendo a vantagem de poderem servir de assento ou plataforma para alguma figura.

Incluído no mesmo "kit" da Academy vem um "Kettenkraftrad", um pequeno veículo de lagartas, com guiador e roda dianteira de moto, que foi muito utilizado como tractor, inicialmente de peças de artilharia ou de um reboque, construído especificamente para este veículo, mas que, perto do final da Guerra, era usado para rebocar aviões dentro das bases, como forma de poupar o raro combustível das aeronaves.
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