quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Suástica em aeronaves alemãs - 1ª parte

Uma das insígnias presentes nos aviões, e em diversos veículos, utilizados pelas forças alemãs durante a última Guerra Mundial era a cruz suástica, actualmente associada directamente ao nazismo, o que fez esquecer as suas raizes orientais, como símbolo de boa sorte, adoptado como tal por diversos países ou tradições.

Ao apropriar-se deste símbolo, o regime nazi inverteu a direcção da cruz, tornando-a distinta do símbolo brâmane, e colocou-a na diagonal, ao contrário da posição tradicional, em que os braços se encontravam na horizontal e na vertical, acabando por lhe dar um cariz que todos conhecemos.

A legislação comunitária proíbe a inclusão de cruzes suásticas nos modelos ou miniaturas, uma imposição que começou pelo exterior das embalagens, abrangendo depois a documentação e, finalmente, cobrindo a decoração, nomeadamente aquela que é fornecida sob a forma de decalques, pelo que a esmagadora maioria dos fabricantes deixou de incluir este símbolo.

Apesar da proibição, diversos fabricantes, sobretudo asiáticos, continuaram a fornecer a suástica, optando por omití-la na caixa do modelo e, muitas vezes, das próprias instruções, assumindo que os modelistas sabem onde esta será posicionada, sendo ainda frequente ser fornecida não num decalque único, imediatamente identificável, mas em dois ou quatro que, dispostos da forma adequada, formam o símbolo usado pelos aviões alemães durante toda a 2ª Guerra Mundial.

No entanto, a percentagem de modelos fornecidos com a suástica é bem pequena, pelo que existe um mercado para quem produz este tipo de cruz, normalmente vendida em folhas de decalques ocupados unicamente por esta insígnia, quase sempre em diversos tamanhos, destinados a aviões com dimensões diferentes, podendo numa mesma folha incluir-se apenas um ou os vários estilos desta insígnia.

Para além de variarem em dimensão, consoante o tamanho do leme vertical da aeronave, a suástica variou em cor, podendo ser apenas numa cor, que seria ou o negro ou o branco, ou, numa composição das duas, como o negro debruado a branco, com a tendência a, tal como as restantes insígnias, se ir simplificando e mesmo diminuindo de tamanho com o evoluir da guerra, sendo conhecidos casos, perto do fim do conflito, em que, por omissão ou como resultado de uma reparação, estivesse ausente.
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