quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Plataforma de calibragem de bússola - 1ª parte

Um equipamento presente em diversos aeródromos durante o último conflito mundial eram as plataformas rotativas destinada a calibrar sistemas de navegação e de pontaria, num procedimento absolutamente essencial para que as aeronaves desempenhassem de forma adequada as respectivas missões.

Existentes em diversos modelos, mais ou menos sofisticados, a maioria destas plataformas tinha alguns traços comuns, nomeadamente um centro rotativo, onde era colocado o avião, com uma rampa destinada a elevar a traseira, de modo a que este ficasse nivelado, cercado por uma escala graduada, fixa e devidamente orientada.

Uma vez posicionado e devidamente alinhado, a bússola era regulada de acordo com a graduação, enquanto os sistemas de pontaria eram regulados para o ponto de convergência das diversas armas fixas, sendo efectuados os testes para que cada arma pudesse ser individualmente realinhada.

Como exemplo, um dos primeiros Spitfire ou Hurricane possuiam um total de 8 metralhadoras, metade em cada asa, que não estavam montadas de forma paralela, mas num angulo do que resultava que os projecteis disparados pela totalidade das armas convergisse num dado ponto, a uma distância específica, que teria de coincidir com a informação presente no aparelho de pontaria.

Dado que se destinavam a aparelhos de dimensões relativamente pequenas, na sua maioria caças monomotor, estas plataformas rotativas tinham um diametro reduzido, com perto de uma dezena de metros, a que acrescia a projecção da rampa elevatória que nos modelos mais sofisticados era um pequeno elevador, enquanto nos mais simples era apenas uma calha, sobre a qual deslizava a roda da cauda do avião, empurrado à força de braços.

Pelas fotos que vimos, este último modelo era o mais frequente, destinando-se apenas a calibragem de equipamentos de navegação, não possuindo sistemas de travamento ou acessórios destinados a permitir testes de tiro, sendo esta plataforma aquela que iremos reproduzir num pequeno cenário construído com material reaproveitado.
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