sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Suástica em aeronaves alemãs - 2ª parte

O primeiro uso da suástica em aviões militares alemães correspondia em muito a uma transposição da bandeira nazi, sendo pintada uma faixa vermelha horizontal, que abrangia todo o plano do leme vertical, sobre a qual era pintado um círculo em branco com a suástica em negro no centro.

Esta decoração, demasiado vistosa e incompatível com um padrão de camuflagem, foi substítuida antes do início da guerra por um modelo simplificado, pelo que a suástica mais comum, presente na maioria dos aviões da Luftwaffe, era em negro, debruada a branco, ocupando sensivelmente metade da altura do leme e nunca abrangendo a parte móvel.

Encontramos algumas excepções, como a cruz inteiramente negra, sem debruado, na cauda de aviões capturados, que era pintada em amarelo, de modo a serem facilmente idenficados como estando aos serviço da Alemanha e não dos seus países de origem, e em aviões usados no fim da guerra, com a suástica a ser pintada sobre um quadrado branco, em vez de debruada nessa mesma cor.

É também no final do conflito que surgem suásticas inteiramente em negro, algumas nos caças a jacto Messerschmitt Me 262, mas o facto é que estas estão presentes ao longo do conflito, eventualmente como resultado de uma repintura do avião, tal como acontecia em caso de reparações ou mesmo quando o padrão de camuflagem, por imperativos do teatro de operações, era substituido por outro mais adequado.

Desconhecemos se era uma opção oficial, mas em caças noturnos, pintados em cinzento, por vezes a suástica era apenas debruada a branco, ou seja, o interior ficava da cor base do avião, enquanto noutros casos era negra, sem debruado, cor utilizada para a totalidade das insígnias e matrícula da aeronave.

Uma alternativa existente no mercado é um símbolo algo semelhante à suástica, mas com os braços a prolongarem-se, ficando um quadrado com uma cruz no interior, que sem ser a conhecida insígnia nazi, ocupa o seu lugar, evitando que este fique vazio, num compromisso que, conhecendo-se a realidade, não deixa de a evocar sem a representar inteiramente.
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