segunda-feira, 9 de novembro de 2015

A camuflagem de Inverno nos aviões - 2ª parte

Optamos por apresentar dois modelos de "Stuka" idênticos, ambos da Ixo, vendidos pela Altaya, um dos quais, na versão G, é fornecido com uma pintura de Verão, que modificamos para a estação invernal, enquanto o outro, na versão D, erradamente sem os freios de mergulho, vem de origem com uma camuflagem de Inverno, de modo a que os nossos leitores se apercebam das diferenças no resultado, resultantes da forma como esta é aplicada, dado que no primeiro caso reproduz o processo usado na realidade, enquanto tal não acontece no segundo.

Algo que é imediatamente visível no segundo modelo, para além de alguns erros que o impediriam, em termos reais, de ser um bombardeiro de voo picado, é o facto de as insígnias serem aplicadas directamente sobre a camuflagem de Inverno, o que, à luz da realidade, não faz qualquer sentido, bem como o facto de a camuflagem ser pintada em bloco, com um tipo de perfeição que não era atingida quando esta era aplicada no terreno, com as escassas possibilidades aí existentes.

Mesmo a nitidez e consistência da pintura branca, completamente uniforme e de acabamento impecável, uma das mais difíceis de aplicar sem preparação da superfície, o que implica um primário adequado, contraria o que podemos ver nas fotos da época, onde este tipo de tinta tem, invariavelmente e independentemente da forma de aplicação, um aspecto bem mais rudimentar, com uma textura que revela alguma improvisação.

Aconselhamos os nossos leitores a, sempre que seja possível, evitar os modelos fornecidos com camuflagem de Inverno, pela falta de realismo da mesma e porque reverter todo o processo para que a finalização seja aceitável, implica basicamente passar inicialmente para o padrão original e só depois repor, sobre uma base adequada, um padrão invernal, o que obriga, muito provavelmente, a refazer toda a decoração do modelo, incluindo novos decalques, durante o processo.

Antes de dar ao início ao processo, é de a obter algumas fotos que ilustrem com o máximo de exactidão a pintura a aplicar, para servir de guia, sendo esta uma tarefa algo morosa, porque o padrão deve ser aplicado respeitando insígnias e outras marcações, e de modo a evitar, tanto quanto possível correcções que impliquem repor, mesmo que parcialmente a pintura base.

A tinta branca é aplicada com um pincel fino, sendo essencial seguir escrupulosamente o plano, pincelando suavemente até obter a densidade pretendida, o que pode implicar diversas camadas finas, sempre sem atingir zonas que se pretende manter com a cor original, até completar um padrão de camuflagem onde o branco vai predominar.
Enviar um comentário