segunda-feira, 30 de novembro de 2015

O Messerschmitt Bf 109 da Testors - 1ª parte

A Testors nunca foi conhecida pela qualidade dos seus "kits", optando por modelos simplificados, com poucas opções, e, por vezes, com alguma falta de rigor histórico, patente, por exemplo, na escassa ou imprecisa descrição que se pode encontrar na própria caixa.

Os modelos "EasyBuilder", na escala 1/72 destinam-se, essencialmente, aos iniciados, concretamente aos mais jovens, com idades a partir dos 8 anos, tendo um reduzido número de peças, resultando numa enorme simplificação ou omissão a nível de detalhes, mas obrigando ao uso de cola e tinta durante o processo de montagem.

Vendido como "Luftwaffe Bf 109", o que não deixa de ser curioso, dado omitir o muito mais conhecido "Messerschmitt", dentro da caixa em cartolina onde está ilustrada o que parece uma das versões finais deste avião, com o "canopy", de alta visibilidade, com uma menor estrutura metálica, que aponta para um K4 ou mesmo um dos últimos G, como o G14, encontra-se um modelo em plástico que mais parece um F ou um dos primeiros G.

Os últimos modelos de Bf 109, tinham pequenas diferenças, perceptíveis a nível de detalhes, como o posicionamento do rádio ou do ponto de reabastecimento, pequenas alterações na estrutura e nos materiais de construção, com elementos menos críticos a serem produzidos em madeira, e modificações no trem de aterragem e respectivos porões e portas, mas com as linhas gerais muito semelhantes e facilmente confundíveis na escala 1/72.

Sugerimos substituir os decalques incluídos por outros, de melhor qualidade, recorrendo, eventualmente, a sobras de outros modelos, dado que os originais, para além de problemas de aderência e rigidez, o que os impede de acompanhar correctamente todos os contornos, nem sempre apresentam as dimensões correctas, nomeadamente a nível da suástica da cauda, mais adequada a um avião de maiores dimensões.

Naturalmente que, caso se equacione substituir decalques, o planeamento deve ser efectuado antes de se escolher a versão final e respectiva pintura, de modo a que exista uma compatibilidade entre os vários elementos, o que implicará sempre alguma investigação como forma de evitar erros históricos.
Enviar um comentário