sexta-feira, 13 de novembro de 2015

O Messerschmitt Bf109F da Airfix na escala 1/48 - 1ª parte

Para muitos, a versão F é a melhor de toda a produção dos Messerschmitt Bf 109, incorporando numerosas melhorias relativamente a versões anteriores, nomeadamente em termos de aerodinâmica, muito melhor trabalhada, a nível de potência, dispondo de um motor francamente melhorado, e na própria protecção do piloto e de orgãos mecânicos.

Por contra, desapareceu o armamento das asas, que desde a versão F em diante passaram, caso necessário, a ser colocado em suportes externos, as célebres "gôndolas", e alguma falta de fiabilidade comprometeu o desempenho dos primeiros exemplares, com acidentes, alguns com consequências trágicas a resultarem de avarias mecânicas.

No entanto, e independentemente de algumas limitações, os Bf 109F demonstraram ser francamente superiores a tudo o que os seus adversários dispunham, estabelecendo rapidamente a sua superioridade, numa vitória que escondia problemas futuros, nomeadamente o facto de o excelente desenho de meados dos anos 30 ter chegado ao limite do seu desenvolvimento, e que a progressão no futuro se iria resumir, no essencial, ao aumento da potência do motor, insuficiente para acompanhar todos os adversários com os quais se iria defrontar.

Versões posteriores, como a G e K, são, efectivamente, um F melhorado, com muito poucas diferenças, que, em muitos casos, se destinam a missões específicas, como a intercepção a alta altitude, onde excelentes modelos mais recentes, como os Focke Wulf 190, demonstravam maiores limitações do que Bf 109.

Não sendo a nossa escala preferida, a 1/48, pelo compromisso que representa entre escalas como a 1/72, onde os modelos são, na opinião de muitos, demasiado pequenos para incluir todos os detalhes pretendidos, e a 1/32, que, pelas suas dimensões permite excelentes detalhes e mesmo uma maior facilidade de contrução, penalizada por um preço elevado e pelo espaço que cada modelo ocupa, é a favorita de muitos modelistas.

A Airfix lançou-se nesta com escala na década de 1970, com um conjunto de modelos que se foi alargando, numa altura em que a maioria da sua produção na escala 1/72 apresentava uma qualidade inferior à da concorrência, em grande parte como consequência de algum envelhecimento dos modelos e mesmo da degradação de diversos moldes.
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