sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

O Messerschmitt Bf 109 da Testors - 3ª parte

O conector irá ter à base do suporte, onde a ficha será ligada a outra, do condutor que está ligado à pequena caixa com interruptor onde ficam alojadas as duas pilhas que vão fazer funcionar o motor, sendo sempre possíveis diversas combinações, inclusivé usar a própria caixa como base do suporte, eventualmente disfarçando-a um pouco, o que pode implicar algumas pequenas alterações a nível de cabos.

Obviamente todo o circuito eléctrico tem que ser testado antes do passo seguinte, que passa por colar a fuselagem, do que decorre a impossibilidade prática de efectuar alterações ou reparações, devendo-se ainda verificar se o conceito de base a utilizar, que pode ser a original ou uma adaptação desta, é funcional e suporta o peso do modelo, agora desequilibrado pelo motor colocado numa extremidade.

A concepção da base e a forma como se tenta fazer desaparecer, na medida do possível, a caixa com as duas baterias AAA que alimentam o motor, mantendo acessível o interruptor e o acesso ao interior, de modo a poder trocar as pilhas, será das fases onde é necessário um maior recurso à imaginação, dado que, pelo volume que representa, tem implicações na estética de todo o conjunto.

Depois de o motor colocado, o processo de montagem deste "kit" tem realmente pouco que se lhe diga, dada a sua simplicidade, tendo que se ter sobretudo em atenção as uniões das peças, que devem ser cuidadosamente uniformizadas, podendo-se usar um pouco de cola instantânea e lixa, fazendo assim desaparecer pequenas falhas que se notam na junção das duas metades da fuselagem e desta com as asas e lemes de profundidade.

Com o avião basicamente montado, passa-se à fase de pintura, que na fase final da guerra mudou, com os tons de azul a serem substituidos por cinzento na maioria das aeronaves e, nalguns casos, o cinzento escuro superior a dar lugar ao castanho, num esquema adoptado para as aeronaves que deixaram de voar sobre o mar, algo que sucedeu com os caças destinados à defesa contra bombardeiros inimigos.

No entanto, coexistiam os padrões mais antigos, existindo documentação que ilustram as mais diversas combinações, incluindo aeronaves inteiramente em tons de cinzento, algumas num único tom desta cor, outras com um padrão simples em cinzento escuro sobre uma pintura integral em cinzento claro ou com tons amarelados na parte inferior da fuselagem, numa infinidade de combinações a que acrescia a enorme variedade de insígnias diferentes ou de partes do avião, como o nariz ou leme em amarelo ou vermelho, por vezes recorrendo a composições elaboradas.
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