segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

O Messerschmitt Bf109F da Airfix na escala 1/48 - 3ª parte

O interior destes aviões alemães era pintado em cinzento, incluindo-se aqui o "cockpit" e os porões do trem de aterragem, sendo normal que se notassem zonas onde a tinta desaparecera, revelanto o metal, bem como retoques ou mesmo pinturas novas em tons diferentes ou mesmo em verde, dependendo, muitas vezes, da disponibilidade no momento.

Convém pintar todo o interior, bem como o trem de aterragem, antes de proceder à montagem, podendo-se optar por seguir o mesmo caminho para as armas, em negro metalizado, e mesmo para a estrutura metálica das zonas vidradas, uma peça de pintura complexa onde, não obstante a qualidade da gravação dos detalhes, o recurso a algum tipo de máscara pode ser útil para obter um bom resultado.

Com as peças mais pequenas pintadas, incluindo-se aqui o hélice, a montagem da fuselagem, asas e estabilizadores é rápida e não oferece dificuldades, com as junções a não necessitarem de mais do que um pouco de cola instantânea e de uma lixadela rápida para que deixem de se notar, após o que se podem adicionar algumas pequenas peças, que sejam da mesma cor da superfície onde assentam, antes de proceder à pintura do modelo.

A opção de finalizar o modelo, adicionando pequenas peças e o trem de aterragem antes ou depois da pintura, depende em muito do gosto de cada um, sendo que num modelo tão simples quanto este, caso seja pintado a pincel, pouca diferença faz, por haver poucas zonas de contacto entre as peças que impliquem dificuldades na pintura.

Na versão do Norte de África, ao contrário do mais habitual nas versões anteriores, os Bf 109F abandonaram as manchas verdes sobre a pintura, sendo que esta era em amarelo escuro na parte superior e em azul na inferior, evoluindo o posicionamento da linha de separação ao longo do tempo, passando deste o meio da lateral da fuselagem para a zona inferior, ao nível das asas, altura em que deixou de haver uma zona azul de separação entre o amarelo das asas e o da fuselagem.

Manteve-se o branco identificador do teatro de operações, com uma faixa branca em redor da fuselagem, e pintura da extremidade das asas, do cone do hélice e, por vezes, do nariz, eventualmente só a parte inferior, sob os escapes, e leme de direcção na mesma cor, num conjunto de combinações que se foi modificando e evoluindo, nem sempre seguindo as regras prescritas pelos regulamentos.
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