segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

O Messerschmitt Bf 109G-6 da Revell na escala 1/32 - 1ª parte

As limitações técnicas existentes nos anos sessenta e setenta dificultava a produção de modelos de elevada qualidade e a preço aceitável na escala 1/72, o que levou diversos fabricantes a propor modelos em escalas superiores, com a Airfix a optar pela 1/24 e a Revell a escolher a 1/32, para citar dois exemplos comuns.

Uma das vantagens de produzir modelos de maiores dimensões era, obviamente, poder incluir muito mais detalhes, sendo, tipicamente, incluída uma reprodução de bom nível do interior do "cockpit" e do motor, para além de um conjunto de superfícies de controle móveis, incluindo lemes e "ailerons", podendo, nalguns casos, ter o trem de aterragem móvel, podendo ficar nas suas diversas posições.

A Revell optou por este caminho, produzindo, a partir do anos sessenta, um grande conjunto de modelos, que incluiam alguns dos aviões mais conhecidos, como os "Spitfire", "Hurricane", Messerschmitt Bf 109, F4U "Corsair", entre muitos outros, numa linha que também incluia aviões bem mais recentes como os F4 "Phantom" ou F-14 "Tomcat".

O Messerschmitt Bf 109G-6 que a Revell começou a produzir na escala 1/32 é um exemplo típico deste conjunto de modelos, incluindo um "cockpit" detalhado, com uma figura a representar o piloto, que constitui um dos aspectos mais fracos deste "kit", uma reprodução do Daimler-Benz que equipava este avião, este bastante preciso, e um extendo conjunto de peças móveis, que incluem a maioria das superfícies de controle.

Tendo em conta que estamos diante de um modelo com perto de meio século, os detalhes incluidos podem ser considerados como excepcionais, e indiscutivelmente este "kit" foi um marco na história do modelismo, não obstante alguns erros, mesmo em termos de proporções, que, na escala 1/32, se tornam algo evidentes e foram alvo de numerosas críticas por parte de modelistas para quem este tipo de erros é intolerável.

Obviamente, erros em termos de proporções não são passíveis de uma correção simples, pelo que, após uma longa carreira, a Revell substitui este primeiro Bf 109G-6 por um novo modelo, de excelente qualidade, tanto em termos de detalhes, como nas proporções, corrigindo a falha de que resultou o "kit" inicial ter menos um centímetro entre o bordo de fuga das asas e o do leme de direcção, resultando numa fuselagem curta nesta zona.
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