sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Os paraquedistas alemães da Airfix - 2ª parte

No início da Guerra, altura em que os paraquedistas alemães foram utilizados nas missões para as quais foram treinados, como as operações nos Países Baixos, na Bélgica ou na invasão de Creta, o uniforme era em azul acinzentado, tal como norma na Luftwaffe, usando por cima um blusão específico, com um padrão de camuflagem adequado ao teatro de operações.

Naturalmente, ao longo do conflito verificaram-se numerosas alterações, como resultado da experiência recolhida, necessidade de adequação a novos teatros de operações, como o Norte de África ou a Rússia, e mesmo devido a dificuldades de abastecimento, pelo que as combinações possíveis são quase infinitas.

O plástico das figuras da Airfix, infelizmente, nunca foi o melhor para pintar ou colar, sendo muito fácil a tinta escamar-se quando manipulados durante um jogo de guerra, pelo que convém dar algum tratamento prévio, que pode ser um primário, tipo "Krylon", ou um revestimento com algum tipo de selante ou mesmo de cola transparente.

Quando este conjunto de figuras foi pintado, nos anos setenta, portanto pouco depois de começarem a ser produzidas, existiam menos materiais de qualidade destinados a preparar ou proteger a pintura, pelo que a opção foi a de as revestir com uma camada muito fina de resina de dois componentes, concretamente Araldite, sobre a qual foi aplicada a tinta, resultando numa muito melhor fixação sem grande perda de detalhes.

Dado que esta figuras foram utilizadas em inúmeros jogos de guerra, o que implicava transporte, nem sempre nas melhores condições, e manipulação das mesmas, o tipo de protecção utilizada resultou com bastante eficaz, mantendo a pintura em condições aceitáveis após quase quarenta anos, obviamente a maioria dos quais armazenadas, mas sempre submetidas ao desgaste das condições ambientais.

Destinando-se a jogos de guerra, a opção, na altura, foi de simplificar a pintura, escolhendo uma combinação em tons de cinzento que constava da capa de um livro da Osprey sobre as forças aerotransportadas alemãs de 1939 a 1945, talvez a mais simples que, numa altura em que as fontes eram bem mais escassas e dispendiosas, e obviamente não havia Internet, foi possível encontrar.
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