segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

O "mundo" da "Flames of War" - 6ª parte

Incluido está um 2.8 cm schwere Panzerbüchse 41, uma arma anti tanque que se baseava na redução de calibre, de 28 para 20 milímetros, de modo a aumentar a pressão interna, aumentando substancialmente a velocidade de saída do projéctil, com núcleo de tungusténeo, que permitia penetrar numa blindagem de 50 milímetros a 60º a uma distância de 500 metros.

Esta capacidade, para uma arma de tão baixo calibre, era impressionante, mas tinha um preço, com o cano a permitir apenas meio milhar de disparos antes de necessitar de ser substituido e a necessidade de recorrer a munições com tungusténeo, ou volfrâmio, grande parte do qual proveniente de Portugal, tendo a sua escassez determinado o fim desta arma.

Sendo extremamente leve, com 229 quilos, era muito fácil de transportar, podendo ser facilmente lançado a partir de um avião, carregado por animais ou, desmontado, mesmo pelos próprios artilheiros, tendo sido instalado em veículos como o conhecido SdKfz 251, dando assim origem a uma arma anti-tanque móvel.

Os PzB 41 eram pintados de acordo com o teatro de operações, em amarelo escuro no Norte de África, com as zonas mais expostas a perderem rapidamente a tinta, sendo os pneus negros, da cor da borracha, pelo que a pintura oferece muito poucas dificuldades.

Em alternativa, pode ser incluido um canhão sem recúo 7.5 cm Leichtgeschütz 40, de 75 milímetros, uma arma concebida para para quedistas e tropas de montanha, capaz de disparar projécteis convencionais explosivos ou anti-tanque a uma distância de 6.800 metros.

Tal como no caso anterior, esta peça seguia os padrões de pintura habituais, devendo-se ter em atenção que apenas um conjunto de unidades específico, nomeadamente para-quedistas da Luftwaffe e das SS e as unidades de montanha dispunham deste tipo de arma, pelo que não faz sentido colocá-la junto de outros artilheiros.
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