sexta-feira, 18 de março de 2016

O Focke Wulf 190A da Airfix - 3ª parte

Contextualizando, este "kit" era, na altura do seu lançamento, um dos melhores que então se produzia, competindo com os modelos da Hasegawa, francamente mais dispendiosos, e implementando o conjunto de características comuns aos produtos da Airfix desta época, aliando a facilidade de construção ao rigor das linhas, mesmo que omitindo alguns pequenos detalhes como forma de reduzir a complexidade e custos de produção.

Tal como com muitos outros modelos da Airfix, deve-se começar por pintar e montar o interior, algo simplificado, em cinzento ou num tom esverdeado, mas que contém os elementos essenciais, e que pode ser facilmente melhorado, bem como o piloto, que é a típica figura que este fabricante fornecia com todos os modelos desta época, independentemente da nacionalidade que representa.

Ao contrário dos Bf 109, o "cockpit" do FW 190 é amplo e o interior facilmente visível com o "cockpit" aberto, pelo que se justifica ter um maior cuidado com a sua finalização, bem como com a pintura do piloto, que usa o típico uniforme de voo de duas peças adoptado a partir de 1941 e, em zonas perto da costa, como o caso da Normandia, o colete de salvação, sempre em amarelo que podia desbotar e ficar creme.

Os porões do trem de aterragem, bem como a estrutura deste, pneus, outros detalhes interiores e o próprio armamento também são mais fáceis de pintar, na mesma cor do interior do "cockpit" antes de montados, tal como toda a estrutura das transparências do "cockpit", que será na cor usada na pintura da parte superior da fuselagem, o motor, em negro metalizado e a hélice, com as pás e respectivo cone em negro e o sistema de regulação de passo em metal.

Para quem, como nós, optar pelo trem de aterragem recolhido, algumas peças são dispensáveis, com o interior dos porões a ficar quase invisível, mas, mesmo neste caso, aconselhamos efectuar a pintura dos mesmos, evitando pequenos reflexos provenientes do plástico original, de cor cinzento claro, que possui algum brilho, pelo que reflete a luz.

Com estes detalhes pintados, procede-se à montagem, começando pelo interior e pela fuselagem, adicionando-se sucessivamente asas e lemes, dando assim origem ao conjunto principal, devendo-se, nesta fase, prepará-lo para a pintura, ocultando as uniões das peças com um pouco de betume, caso necessário, ou simplesmente com cola instantânea, lixando e regularizando as superfícies.
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