quarta-feira, 11 de maio de 2016

O "Brummbar" da Esci - 1ª parte

Durante os anos finais da 2ª Guerra Mundial, a necessidade de acelerar a produção de veículos blindados, aumentando o poder de fogo e blindagem, bem como a mudança de tácticas, que no caso do exército alemão passaram a ser sobretudo defensivas, condicionou substancialmente os novos modelos que foram surgindo, sobretudo a partir de 1943.

Uma das opções mais utilizadas foi recorrer a chassis de veículos ultrapassados, em termos da sua função inicial, convertendo-os de modo a poder instalar uma peça de maiores dimensões, o que permitiu manter em produção diversos modelos, que de outra forma teriam sido abandonados.

No caso dos Panzer Kampfwagen IV, ao serviço desde o início da guerra, era patente que, apesar dos sucessivos melhoramentos, que passaram pelo aumento da blindagem, da melhoria do armamento, da substituição do motor, entre outras, a concepção tinha sido ultrapassada pela dos modelos mais recentes, pelo que muitos dos chassis deixaram de dar origem a tanques, sendo utilizados para outros fins.

Uma das conversões mais famosas, e mais eficazes, foi o "Brummbar", um canhão de assalto destinado a fornecer apoio próximo a forças blindadas, capaz de operar na linha da frente e seguir de perto as unidades avançadas, missões em que se revelou particularmente eficaz, não obstante algumas óbvias limitações.

Instalar uma peça de 150 mm SiG 13 no chassis de um PzKfw IV implicou remover a torreta giratória e instalar uma superestrutura fixa, de grandes dimensões, onde cabiam um total de 38 munições, com a carga propulsora separada, para além dos cinco elementos da tripulação.

A blindagem frontal era de 100 mm, resultando num peso algo excessivo, que implicava um esforço adicional para o motor V-12 Maybach HL 120 TRM de 300 cv e, sobretudo, para a suspensão e transmissão, que, conjuntamente com a silhueta, eram as fraquezas mais evidentes deste modelo.
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