sexta-feira, 27 de maio de 2016

O caça noturno Messerschmitt Bf 109E - 1ª parte

Num conjunto de textos anterior, descrevemos o Messerschmitt Bf 109E da Academy, concretamente a versão mais recente deste fabricante que, anteriormente, produzira outro "kit" deste conhecido avião de caça, quase idêntico, onde apenas alguns detalhes são diferentes.

Relativamente à versão mais recente produzida pela Academy, as diferenças são óbvias a nível de qualidade na gravação dos detalhes dos paineis, sobretudo na fuselagem, com diferenças de montagem no interior, onde, neste "kit" mais antigo, o sistema de compensação dos lemes vem moldado na fuselagem, e não em peças distintas, e surge um único painel de instrumentos para ambas as versões.

Naturalmente, a distribuição das peças nas grelhas, que igualmente permitem a finalização nas versões E3 e E4, com tanque de combustível suplementar ou uma bomba SC250, bem como o filtro tropical, foi alterada, tal como os decalques fornecidos, que, na versão mais recente, para além de muito mais completos, permitem um maior número de opções.

Assim, todo o processo de montagem é basicamente idêntico, com a ausência de algumas pequenas peças do interior a serem negligenciáveis, sendo que, pelo menos aparentemente, poderá existir uma melhor qualidade a nível do encaixe das peças e de alguma qualidade de gravação no "kit" mais recente.

Sem entrar em questões históricas genéricas, as quais foram previamente abordadas, concentramo-nos numa variante muito específica dos Bf 109E, a qual foi produzida em pequenos números, como caça noturno, um tipo de missão para a qual não se encontrava particularmente vocacionado mas que, no início da Guerra, perante a falta de alternativas mais adequadas, teve que desempenhar.

As missões noturnas em aviões monolugares, recorrendo a orientação de um radar terrestre, era complexa e arriscada, sobretudo com mau tempo, pelo que foram efectuadas diversas experiências, tendo sido instalado um radar de navegação nos Bf 109E, o que facilita a orientação e manobras mais complexas, como a aterragem, sem se destinar, no entanto, a detectar ou interceptar aviões inimigos.
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