segunda-feira, 30 de maio de 2016

O caça noturno Messerschmitt Bf 109E - 2ª parte

O radar PeilG 4 ainda hoje surge quase como um mistério, com algumas interpretações distintas quanto ao seu objectivo e funcionamento, mas o facto é que, para além de possíveis dúvidas, existe documentação fotográfica e o próprio manual está disponível na Internet.

Visivelmente, uma pequena "bolha" em plexiglas, com electrónica no interior e um leme de direcção ligeiramente alterado, são as diferenças principais, tendo, no interior, os restantes componentes do sistema, incluindo os controles e mostradores que forneciam as informações ao piloto.

Os PeilG 4 foram também instalados nos Focke Wulf 190 e nos "Stuka", tendo sido substituídos por modelos mais recentes e eficazes, capazes de fornecer outro tipo de informação, mais adequada ao combate aéreo, os quais, pela complexidade da sua operação, foram tendencialmente instalados em aviões de maiores dimensões, como os Messerschmitt 110G, os quais vieram a ser a espinha dorsal dos caças noturnos alemães.

No caso concreto dos Bf 109E, apenas os PeilG 4 foram utilizados, dado que, quando surgiram radares mais modernos, esta versão já não era utilizada, numa versão de caça noturno pouco conhecida, composta por um reduzido número de aviões na sua maioria pintados integralmente em negro.

Estes aviões tinham as matrículas em vermelho, branco ou cinzento, com as cruzes brancas sobre o fundo negro, para além da insígnia de unidade e dos habituais avisos que, aparentemente, teriam sido de alguma forma simplificados ou que, em razão das nova pintura, foram omitidos.

Em contrapartida, também existia uma pintura extremamente colorida, que de alguma forma replicava as decorações dos caças diurnos, mas onde o amarelo sobressaia, com os lemes, nariz e contornos laterais e posteriores das asas pintados nesta cor, sendo possível que estes fossem aparelhos destinados a testar os equipamentos ou a conduzir formações de aviões sem equipamento de navegação similar durante missões noturnas.
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