quarta-feira, 13 de julho de 2016

Infantaria alemã sobre carros de combate da Hat - 1ª parte

Quase todas as nações participantes na 2ª Guerra Mundial utilizaram carros de combate que, para além das suas missões habituais, eram também utilizados como forma de transporte provisória para a infantaria destinada a apoiá-los ou como recurso, na ausência de outro tipo de veículo.

Com excepção dos militares soviéticos, a prática era abandonar o carro de combate antes do contacto com o inimigo, com a infantaria a combater a pé, evitando emboscadas e proporcionando apoio próximo, prevenindo a aproximação de inimigos equipados com armas anti-tanque.

O conjunto proposto pela HaT reproduz um conjunto de militares alemães, que no caso da infantaria vestem uniformes do início da guerra, para o cenário Europeu, destinados a serem colocados sobre um carro de combate do mesmo período, como um PzKfw III ou IV, nas versões utilizadas até 1942, altura em que as botas altas e outros equipamentos começaram a ser abandonados, enquanto aqueles que usam o uniforme de carros de combate podem ser utilizados durante todo o conflito.

Composto por quatro grelhas de onze figuras diferentes, duas delas representando tripulantes de carros de combate e as restantes militares de infantaria, em posições que permite serem dispostos em veículos, simplesmente sentados em caixas ou outro assento, ou mesmo, nalguns casos, como uma pequena equipa de observação, as poses são naturais e realistas, oferecendo uma flexibilidade interessante e muitas utilizações diferentes.

O plástico é o típico da Hat, flexível, mas muito fácil de pintar e colar, mesmo com tintas e colas comuns, tendo este tipo de material como inconveniente a manifesta dificuldade em corrigir as linhas de moldagem, algo que sucede com todos os plásticos que não são rígidos.

Estas figuras estão correctas, do ponto de vista histórico, reproduzindo bem os uniformes do início da guerra, mas a sua qualidade não é excepcional, pelo que serão bem mais utilizáveis integradas num cenário, como complemento, do que isoladamente, onde um excessivo protagonismo realça algums defeciências a nível da escultura.
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