segunda-feira, 25 de julho de 2016

Os modelos 4D do Bf 109 - 2ª parte

Começando pelo interior, que curiosamente inclui o "manche" ou coluna de controle, assento, painel de instrumentos e, espante-se, a mira utilizada pelos BF-109, só mesmo com trabalho se converte o assento em algo mais parecido com a realidade, colocando os suportes laterais que evitavam que o piloto fosse projectado durante manobras mais bruscas.

Naturalmente, faltam também os cintos de segurança, que podem ser improvisados com tiras em plástico, papel ou tecido, e modificar o "manche", de dimensões exageradas, sendo ainda alternativa colocar uma figura de piloto, do que resulta um aspecto mais compostos de todo o interior, muito embora possa ser algo absurdo sacrificar uma figura num modelo desta qualidade.

Após pintar o interior, tal como noutros modelos de Bf-109, pode-se passar ao tratamento das superfícies exteriores, onde rebites e linhas divisórias, em recesso, definem os vários paineis que compoem a fuselagem e asas deste avião, resultando num aspecto algo tosco e muito pouco realistas.

Uma das primeiras modificações deve ser a de recortar inteiramente os porões do trem de aterragem, apenas ligeiramente escavados nas asas e cuja profundidade é visivelmente insuficiente para recolher o trem durante o voo, tarefa que deve ser efectuada recorrendo a um bisturí e lixando o interior, de modo a que sejam eliminados pequenos defeitos.

Seguidamente, podem-se fazer desaparecer os inúmeros rebites, um trabalho tão simples como moroso, mas que consideramos essencial para que o aspecto final deixe de ser o de um ralador de queijo, como o de muitos antigos "kits" da Airfix, mas que, neste caso, como resultado da excessiva dimensão dos rebites e da presença de linha escavadas, assume proporções bem mais graves.

Também será de usar betume para fazer desaparecer algumas das linhas divisórias, inexistentes no avião real, bem como prolongar outros, nomeadamente as que dizem respeito aos "flaps" e "ailerons", que na superfície inferior não vão até ao bordo de fuga, algo absolutamente impossível caso fossem peças funcionais.
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