quarta-feira, 27 de julho de 2016

Os modelos 4D do Bf 109 - 3ª parte

Aliás, é na parte inferior das asas que se acumulam os problemas, faltando duas entradas de ar que são imediatamente visíveis no avião real, as quais podem ser construídas em plástico, caso se pretenda melhorar um pouco este modelo no sentido de obter linhas mais correctas, num trabalho que depende, naturalmente do fim a que se destina.

Em contrapartida, a fuselagem, e podemos incluir aqui lemes de profundidade e direcção, depois de removidos os rebites, é aceitável, mas o hélice, com o cone dividido em dois e com a parte final fixa, para que as pás rodem no lugar, é algo que necessita de algum trabalho, colando as duas peças e fazendo desaparecer a linha de união, mesmo que tal implique perder o movimento.

Mais estranho é a transparência, que inclui a pintura das linhas que representam a estrutura metálica, as quais devem ser corrigidas, sobretudo na parte superior, onde existem faltas, mas cujo estranho sistema de fixação e abertura tem que ser refeito.

Feito numa única peça, esta abre para a frente, algo que não sucedia nos BF-109, onde seriam três peças, das quais a central abria lateralmente, algo que será impossível de reproduzir, pelo que a opção será a de ter o "cockpit" fechado e recorrer a betume para fazer desaparecer o encaixe na parte frontal.

Pode-se, nesta altura, montar o modelo como um "kit", de forma convencional, colando as duas metades da fuselagem, com o respectivo interior previamente posicionado, e acrescentando as asas, lemes e o filtro de ar, omitindo o suporte superior, inexistente na realidade, ficando-se assim com o avião pronto para se proceder à eliminação das linhas de união das peças.

Nesta altura, pode-se tratar o conjunto obtido como um "kit" convencional, usando cola instantânea e betume para fazer desaparecer imperfeições e, dado que estamos diante de um modelo que foi lixado, mas no qual ainda se encontram vestígios de um estranho padrão de camuflagem e de insígnias, convém usar um primário, eventualmente em "spray", para o que se deve tapar, com fita apropriada, as zonas que se pretende evitar serem pintadas, como as transparências.
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