sexta-feira, 29 de julho de 2016

Os modelos 4D do Bf 109 - 4ª parte

O trem de aterragem é dos pontos mais fracos, mas as portas não são más e, com um pouco de trabalho nas pernas, estas podem disfarçar o quão toscas são, mas deve ser omitida a peça que faz o travamento da roda pelo exterior e deve ser acrescentado o sistema de amortecimento na parte traseira.

Caso se opte pela posição de voo, deve-se cortar as rodas, de modo a caberem dentro dos porões e colar as portas na posição correcta, mas tal implica, obviamente, que no "cockpit" esteja uma figura que represente o piloto e construir uma base adequada, para o que deve ser efectuado um furo ou entalhe na fuselagem, mesmo antes do local do reservatório suplementar.

Curiosamente, o reservatório suplementar, embora algo grosseiro, é o correcto para os BF-109, bastando colar as duas peças e fazer desaparecer a linha de junção para que esteja pronto para ser pintado e colocado sob a fuselagem, dando um aspecto um pouco melhor ao modelo.

Caso a opção seja pela posição de voo, é necessário construir um suporte, algo que já exemplificamos no passado, ou recorrer a um proveniente de outro modelo, sempre sem esquecer que algum realismo implica colocar no interior uma figura que represente o piloto, e tendo em atenção que este modelo, numa escala que se aproxima da 1/49, é bem mais pesado do que os pequenos "kits" na escala 1/72, pelo que a solidez do suporte é essencial.

O modelo fica assim preparado, faltando pintura final, bem como insígnias e toda a finalização, a qual depende do fim a que se destina, mas a base estará completa, pronta para receber todo o tipo de acabamentos ou de experiências, que podem ser repetidas sucessivamente no resto do conjunto composto por meia dúzia de aviões idênticos.

Não sendo perfeitas, as linhas deste modelo também não são completamente erradas, mas sem bastante trabalho, dificilmente poderá ser utilizado como base para experiências, como as de uma nova técnica de pintura, a representação de um avião danificado, como após uma aterragem forçada, ou outra, dependendo da imaginação do modelista que, com uma quantia módica, pode efectuar vários testes sem os custos inerentes a sacrificar um "kit" com alguma qualidade.
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