segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Maquete com componentes eléctricos - 5ª parte

É possível adquirir motores de muito pequenas dimensões, cujo corpo tem perto de 6 x 8 x 20 milímetros, e com um veio de perto de 7.5 milímetros, por um de espessura, que funcionam com um mínimo de 3 volts, podendo chegar ao dobro, o que tem implicações em termos do número de rotações por minuto.

Seja por causa do aquecimento resultante, seja para manter as rotações tão baixas quanto possível, aconselhamos a manter estes pequenos motores, que existem em numerosíssimas configurações em termos de dimensão, rotações e requesitos de alimentação, no regime mais baixo possível, sendo este o mais compatível com o do motor de um avião real.

Tal como acontece com os suportes, estes motores podem ser adquiridos em conjuntos de 5 por um preço que também se aproxima dos dois Euros e meio, também neste caso incluindo os portes a partir a Ásia, pelo que, conjuntamente, se obtém um total de 5 conjuntos completos por um preço que ronda um Euro por cada conjunto.

Para instalar o motor, optamos por adquirir um Messerschmitt Bf 109 F2/F4 da Italeri, um modelo muito simples, mas com diversas versões, que tem uma particularidade que nos interessa, concretamente o "capot" do motor ser composto por peças separadas, o que permite uma boa acessibilidade e maior flexibilidade na fixação do motor eléctrico.

Relativamente à história dos Bf 109, e mesmo à versão F, ou "Friedrich", não nos iremos alongar, dado que já foi abordada em textos anteriores, e, de igual forma, resumiremos a parte da montagem e pintura deste "kit", em muitos aspectos semelhante à que descrevemos para outras miniaturas do mesmo avião.

Este "kit" tem, no entanto, algumas particularidades, dado que a Italeri decidiu usar um conjunto de partes em comum com o modelo G, pelo que toda a parte da cauda é moldada separadamente, o que implica que a fuselagem tem um número de peças superior ao habitual, com o leme de direcção a ser uma peça separada e permite reproduzir o avião pilotado por Adolf Galland, incluindo todas as insígnias, incluindo o célebre rato "Mickey", apenas com a excepção das suásticas da cauda.
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