sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Maquete com componentes eléctricos - 7ª parte

Outra hipótese é fazer os condutores descer desde o compartimento do motor, atravessando a fuselagem e o reservatório suplementar colocado sob esta, e descendo para o solo, que fica a escassos milímetros, pelo que, com um pouco de tinta e vegetação no solo, a ligação ficará quase invisível, sendo esta o método mais prático e directo, evitando uma passagem complexa sob o "cockpit" e algumas curvas bastante apertadas no interior.

Neste caso, seja o furo, que deversá ser efectuado com um pequeno berbequim, dado atravessar diversas peças, seja a passagem dos condutores, é efectuada quando o modelo se encontra na fase seguinte à colagem das asas, altura em que se deve montar e colar o reservatório suplementar, dado ser esta a melhor forma de ter um alinhamento correcto para a passagem dos cabos.

Após passar os condutores, pode-se instalar o motor, o que neste modelo dispensa construir um suporte, bastando colá-lo, de modo a que o eixo posição fique correctamente alinhada com o do avião e firmemente fixo, evitando vibrações que podem danificar o modelo ou comprometer as ligações eléctricas.

Este processo implica testes, incluindo de funcionamento do motor, a peça que faz a ligação entre o veio deste e o hélice, que se deve encaixar de forma adequada e rodar livremente, sem que se verifiquem atritos, devendo-se ainda verificar as ligações eléctricas do motor, que devem ser sólidas, mas permitindo que, em caso de necessidade, sejam removidas.

Preferencialmente, com excepção dos condutores, tudo deve ficar encaixado de modo a, em caso de avaria, ser possível substituir o motor sem danificar o "kit", sendo esta uma das razões que nos levou a optar pelo modelo da Italeri, com "capot" separado, que colocamos no local, sem colar, o que dá algum acesso ao interior, ficando preso através da pressão exercida, complementada pelo efeito da pintura.

A partir desta fase, este "kit" constrói-se e pinta-se de forma idêntica ao de muitos dos modelos que descrevemos em textos anteriores, sendo de optar por uma versão europeia, de modo a que se possa integrar de forma mais adequada com a cabana da "Pegasus" e das árvores que farão parte do cenário e são absolutamente incompatíveis com o Norte de África e pouco plausíveis no Sul da Europa.
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