segunda-feira, 1 de agosto de 2016

O Messerschmitt Bf 109 G da Hasegawa - 1ª parte

Já apresentamos diversos Messerschmitt Bf 109 G, cabendo hoje a vez ao modelo da Hasegawa, um conhecido fabricante japonês, que detalharemos melhor no futuro, sendo este "kit" um dos melhores que se fabricaram nos já longínquos anos oitenta, altura em que concorria com a versão da Airfix, particularmente antiga, cujas origens remontam a meados dos anos cinquenta.

A apetência pelo "Gustav" faz todo o sentido, dado que este foi o modelo específico de Bf 109 produzido em maior número de exemplares, e um dos mais famosos, sendo conhecido por muitos como o "Assassino", em função do seu excelente poder de fogo, que, no caso do G6, lhe permitia destruir os bombardeiros quadrimotores aliados mais facilmente do que outros caças alemães.

Esta configuração deixou se ser eficaz quando os bombardeiros aliados passaram a ser escoltados por caças de longo alcance, como os P-51 "Mustang", altura em que o aumento de peso e degradação aerodinâmica resultante do armamento colocado nas gondolas obrigou a retirá-lo, de modo a que os G6 se pudessem defender de forma adequada, fazendo-os perder eficácia na destruição dos resistentes quadrimotores que bombardeavam a Alemanha.

Obviamente, quando comparado com o seu rival, o muito mais recente "kit" da Hasegawa, era francamente superior, tendo os paineis divididos por linhas e não pelos rebites comuns à maioria dos modelos da Airfix, um interior mais detalhado e peças francamente melhor moldadas, permitindo uma muito melhor finalização.

Apesar disto, o modelo da Hasegawa não é isento de erros e possui algumas pequenas dificuldades acrescidas face ao G6 da Airfix, como resultado de numerosas peças serem partilhadas com outras versões do BF-109, como o K, pelo que alguns detalhes eram simplesmente adicionados sobre uma base algo genérica, o que facilitava a sua rentabilização.

Assim, algumas características muito distintivas dos G6, como as "bossas" no "capot", necessárias para montar as metralhadoras de 13 milímetros, ou os canhões de 20 milímetros nas "gondolas" sob as asas, eram moldados à parte, o que implicava precisão no seu posicionamento, faltando uma orientação nas peças de suporte para que não se incompatibilizassem com outras versões onde estes opcionais não estavam presentes.
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