segunda-feira, 5 de setembro de 2016

O Arado Ar 196 da Airfix - 5ª parte

Os retoques finais, ou o envelhecimento do "kit", obedece ao anteriormente sugerido, sendo de notar que, ao opera sobre água e não numa pista em terra, o tipo de sujidade resultante do pó não faz sentido neste modelo, devendo-se ficar pelas marcas que resultam da exposição aos elementos em meio marítimo.

Assim, o normal neste tipo de avião é ter falhas na pintura, sobretudo nos bordos de ataque e outras zonas mais expostas, onde o alumínio aparecia, com excepção da parte traseira da fuselagem, forrada a tela, onde uma falta de tinta revelava um tom acastanhado.

Existem diversos métodos para obter este efeito na pintura, sendo um deles o de pintar algumas zonas com o tom do material em que o avião era construído, pintando de modo a que estas não sejam integralmente cobertas, o que pode ser obtido com algum cuidado na aplicação da pintura final ou recorrendo a uma máscara, que é removida no termo do processo.

Não obstante algumas opções um pouco estranhas para os dias de hoje, mas muito do agrado nos anos sessenta ou setenta, como superfícies móveis, e alguma óbvias falhas a nível do encaixe e mesmo moldagem de algumas peças, os erros que encontramos são de correcção fácil e não comprometem em demasia o resultado final, pelo que este "kit", após concluído, não deixa de ser interessante.

Naturalmente, o "kit" da Airfix, que demonstra bem o peso dos anos, perde face a propostas mais recentes, que optaram por outro tipo de soluções em termos de concepção e do processo de montagem, mas este antigo clássico continua a merecer o seu lugar nas colecções de modelos e a representar adequadamente um dos mais famosos hidroaviões militares de sempre.
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