sexta-feira, 30 de setembro de 2016

O Messerschmitt Bf 109G da Hasegawa - 2ª parte

O "kit" da Hasegawa, cujas peças se podem ver na foto publicada sobre este modelo quando descrito em textos anteriores, é extremamente simples, possuindo apenas os elementos essenciais, sem oferecer grandes alternativas para além da possibilidade de adicionar um filtro tropical e um reservatório externo no respectivo suporte, bem com a alternativa de construir diversas versões do modelo G, com ou sem as "bossas" no "capot", presentes quando armados com as metralhadoras de 13 milímetros, ou as gondolas com os canhões debaixo das asas.

Obviamente, salvo para versões específicas, sugerimos que sejam utilizadas as diversas opções disponíveis, com excepção do filtro tropical, apenas presente quando o avião operava em zonas quentes, sendo comum em operações no teatro do Mediterrâneo e no Sul da Rússia, mas, obviamente, dispensado noutros locais, como na defesa da Alemanha contra os bombardeiros aliados.

Também não nos iremos alongar sobre a pintura do interior e montagem, por este processo ser comum a um grande número de "kits" do mesmo avião, mesmo que em versões diferentes, com esta proposta da Hasegawa a seguir um conceito que nos anos oitenta estava muito em voga no que diz respeito à forma como as peças são integradas para dar origem a um modelo completo.

Obviamente, independentemente das versões e do local de operação, todo o interior e estruturas, bem como as pás do hélice ou o armamento, eram sempre da mesma cor, que aconselhamos a pintar logo de início, antes mesmo de dar início à montagem do modelo que, seguindo a sequência das instruções, rapidamente fica completamente montado, deixando apenas de fora as transparências, que adicionaremos posteriormente.

Este "kit" é muito simples, com as peças a encaixarem bem, o que não significa que não seja necessário fazer desaparecer algumas junções ou zonas de colagem, concretamente na união das duas metades da fuselagem e onde esta se encontra com as asas e com os estabilizadores.

No caso deste Bf 109G, optamos por uma pintura diferente, muito pouco habitual entre os aviões alemães, sempre pintados com sofisticados padrões de camuflagem que, neste caso, foi removido, revelando o metal, numa tentativa de reduzir o peso e a fricção, de modo similar aos carros de fórmula 1 com que a Alemanha competia durante os anos trinta, com o objectivo de interceptar os velozes "Mosquito" britânicos, cuja velocidade tornava quase inalcansáveis.
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