segunda-feira, 19 de setembro de 2016

O T-34 76 da Zvezda na escala 1/35 - 2ª parte

Quando o T-34 surgiu, as limitações dos BT, e da esmagadora maioria dos tanques então em uso, incluindo-se aqui os de todas as nações que participaram na 2ª Guerra Mundial, tornaram-se mais do que evidentes, verificando-se uma das mais rápidas evoluções a nível de carros de combate alguma vez verificadas, entrando definitivamente na modernidade.

O T-34 tinha, praticamente, todas as características que se pretende num carro de combate, estando armado com uma peça capaz de destruir os inimigos, uma blindagem capaz de resistir ou defletir os projéteis que o atinjam, uma excelente mobilidade sobre todos os tipos de piso, graças a umas lagartas de grande largura e à potência de um motor diesel, fiável e pouco inflamável.

Este conjunto de características, todas presentes e com um excelente equilíbrio, permitiam ao T-34 ser considerado o melhor carro de combate do Mundo quando surgiu, proporcionando ainda uma excelente base para melhoramentos futuros, não apenas funcionais, mas também em termos de método de fabrico.

É de notar que, tal como acontecia com muitos equipamentos soviéticos, o custo de produção veio a ser substancialmente reduzido, num misto de modificações, racionalizações, simplificações e na introdução de novas técnicas de fabrico, pelo que o preço de um T-34 baixou substancialmente entre o início da produção e as últimas unidades armadas com o canhão de 76.2 mm, tendo subido apenas nas versões finais, armadas com a peça de 85 mm.

Todo o processo de evolução merece atenção, pois se os primeiros exemplares demonstraram, desde logo, a sua valia, também ficaram patentes algumas limitações, nomeadamente a nível do escasso espaço para uma tripulação de 4 elementos, dois dos quais, o condutor e o operador de rádio e da metralhadora frontal ficavam dentro da carroçaria, e os outros dois, apontador e municiador do canhão, na estreita torre.

Outro problema óbvio era a falta de uma cúpula para o comandante, com periscópios em redor, e de escotilhas independentes, melhoramentos que viriam a ser introduzidos na versão de 1943, onde uma torre hexagonal, completamente redesenhada, aumentou substancialmente o desempenho do novo modelo.
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