sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Base aérea em cartão texturado - 10ª parte

Será sempre de colocar reforços laterais horizontais, em toda a extensão, em formato de "L", igualmente em plástico com 2 milímetros, tendo-se optado por colar as peças dos reforços e estes nas respectivas superfícies recorrendo a resina sintética, o que garante uma excelente fixação que evita qualquer descolagem quando efectuado em zonas não pintadas, razão pela qual a pintura do interior será apenas realizada após este passo.

O pavimento do interior de um hangar é cinzento escuro, em concreto, com as paredes normalmente a serem originalmente pintadas numa cor clara ou deixadas no próprio material de construção, podendo-se optar por não colar o tecto, o que permite um acesso muito fácil ao interior e assim ir adicionando novos elementos, como guindastes, mobiliário e equipamentos de oficina, tubagens etc, dando assim origem a um modelo mais complexo e realista.

As portas são dobráveis, podendo ser reproduzidas através de cartolina, com uma dobra a cada 10 milímetros, formando um fole, num processo trabalhoso, dado que cada porta, individualmente, terá perto de 20 centímetros, o que implica 20 dobragens, incluindo para a fixação, caso se pretenda respeitar a dimensão original.

Naturalmente, quanto mais abertas, melhor se verá o interior, pelo que se deve assinalar as zonas de dobragem cortando ligeiramente, sem separar as várias secções, o que permite vincar com muito maior facilidade e obtendo dobras rectas, tal como acontecia na realidade.

Pode-se, tal como fizemos nos dois portões laterais, revestir estas portas com papel metalizado, do mesmo tipo que se utiliza para embalar géneros alimentícios, deixando visível o lado mais baço, que será pintado com o mesmo tom azul esverdeado que usamos nos telhados e portas, recorrendo a um efeito algo desgastado que pode ser obtido com tinta diluída, que deixa ver algumas zonas metálicas.

A tinta acrílica adere pouco sobre este tipo de superfície, pelo que basta passar com o dedo para que o papel metalizado comece a aparecer, obtendo-se um efeito de desgaste com facilidade e rapidez, evitando assim adquirir materiais mais dispendiosos, como um papel texturado adequado para o efeito e que reproduza o mesmo tipo de material.
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