sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Base aérea em cartão texturado - 4ª parte

A folha de plástico, sendo muito mais resistente e rígida que a cartolina, implica um maior cuidado a cortar, mas pode ser trabalhada de outras formas, sendo mais simples obter um modelo base sobre o qual as folhas de papel texturado podem ser recortadas sem risco e permitindo ser adicionados elementos cénicos de maior volume, que a cartolina teria muito mais dificuldade em suportar.

Por outro lado, as impressões podem facilitar, servindo para construir o modelo ou serem utilizados como molde, fixando-os no papel texturado de modo a que este seja cortado de acordo com o pretendido, sendo esta última opção a que garante melhores resultados finais, embora represente um acréscimo de uma dezena de Euros no valor final do projecto.

Estão disponíveis no mercado uma infinidade de tipos de cartolina ou cartão texturado, reproduzindo as mais diversas superfícies nas escalas mais comuns, com uma maior incidência naquelas que são utilizadas no modelismo ferroviário, onde este tipo de construção é particularmente popular, permitindo construir cenários de grandes dimensões sem dispender um valor demasiado elevado.

Para as paredes optamos por uma textura que representa tijolo, disponível na escala HO ou 1/87, muito popular no modelismo ferroviário, que se aproxima o suficiente da escala 1/72 para ser compatível com esta, sendo possível adquirir um conjunto de 5 folhas A4, o suficiente para as paredes laterais, por um preço que ronda os 8 Euros, incluindo portes, um valor que consideramos perfeitamente aceitável face às possibilidades que oferece.

Sugerimos estudar bem o posicionamento dos moldes impressos sobre as folhas de cartão texturado, recortando-os previamente e verificando qual a disposição que implica menos desperdicios, o que pode passar por diversas experiências e mesmo pelo redimensionamento de algumas peças, após o que se pode cortar as peças que irão dar origem às paredes das diversas construções.

Também se deve ter em atenção que não é necessário sacrificar cartão texturado em zonas que ficam ocultas, como em grande parte das paredes laterais do hangar, onde são coladas as instalações de apoio, ou mesmo na dobragens que se destinam a colagem, onde pode apenas ficar o papel do molde de corte, o que evita a complexidade de dobrar o cartão texturado e a espessura que tal representa.
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