quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Base aérea em cartão texturado - 9ª parte

Uma opção intermédia, que será um compromisso, é autonomizar cada edificação, colocando-a sobre a sua própria base e recorrer a um dos tapetes cénicos, muito usados no modelismo ferroviário, que irá reproduzir o solo, podendo-se escolher um de muitos modelos disponíveis, cada um deles destinado a um determinado tipo de terreno.

Um tapete da Gaugemaster, com 100 por 75 centímetros, ou seja, com a área para um cenário destas dimensões, tem um preço de tabela de 7.95 libras, a que acrescem portes, caso adquirido "on line", e permite colocar os edifícios que construímos e um conjunto de modelos sobre uma superfície que reproduz de forma aceitável a textura de relva ou gravilha, podendo ser complementados com outros padrões, como os que partilhamos, impressos no papel adequado.

Estes tapetes podem ser adaptados ou recortados, contornando elevações ou outros obstáculos, pelo que permitem transitar de uma solução provisória para uma defenitiva, colando-o sobre uma superfície, como uma placa de contraplacado da mesma dimensão, e, seguidamente, colando sobre esta base os edifícios e outros elementos cénicos, dando assim origem a uma maquete mais realista.

Neste caso, aconselha-se utilizar plástico de 2 milímetros na base do hangar, colando nas paredes laterais com resina sintética, como forma de conferir um máximo de resistência ao conjunto, podendo-se optar por inclinar ligeiramente a entrada, como se fosse uma rampa, de forma a que não se note a altura dada pelo pavimento, sendo sempre possível recorrer a algum tipo de pintura que ajude a disfarçar.

Aconselhamos é, já nesta fase, incluir alguns reforços internos, em plástico com 2 milímetros de espessura, colado em "L" ou "H", de modo a evitar deformações das superfícies que devem ser planas, sendo de posicionar esses reforços de forma a poderem reproduzir a própria estrutura interna deste tipo de edificação, cuja cobertura, em betão, assentava em pilares.

Na foto do interior dos blocos laterais podem ser vistas os dois reforços verticais das extremidades, sendo que o da frente serve de base ao suporte da cobertura, em folha de plástico de 2 milímetros enquanto na parte traseira esta tarefa cabe a uma parede dupla, em folha de plástico da mesma espessura, como forma de obter uma maior rigidez do conjunto e a manter as folhas de plástico, algo flexíveis, o mais direitas possível.
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