segunda-feira, 3 de outubro de 2016

O Messerschmitt Bf 109G da Hasegawa - 3ª parte


Assim, pintamos algumas zonas da fuselagem em negro, que serve de base e resulta num tom ligeiramente diferente na pintura, após o que recorremos a um "spray" de cor metalizada, que cobriu todo o modelo, devendo-se usar máscaras sobretudo no "cockpit", mas também nos porões do trem de aterragem, não esquecendo de pintar com o mesmo "spray" as portas do trem e o reservatório externo, que em alternativa pode ser pintado numa das cores originais, como o azul claro ou cinzento claro.

Os extremos das asas e o leme de direcção foram pintados em branco e a faixa identificadora da fuselagem em vermelho, tendo sido colocadas as insígnias simplificadas que este avião possuía, algumas algo esbatidas devido a uma menor precisão do polimento que afectou sobretudo os bordos das cruzes pintadas nas asas e na suástica da cauda.

Após concluir esta fase, basta adicionar o trem de aterragem, já pintado, bem como o reservatório e as antenas, tendo optado por não colocar as gôndolas com os canhões de 20 milímetros, nem sempre presentes por penalizarem severamente o desempenho do avião, seja devido ao peso, seja pela perturbação aerodinâmica que resultava desta volumetria externa, o que, neste caso, implica cortar os dois pares de pinos de alinhamento presentes nas asas.


A transparência do "cockpit" é pintada em verde acinzentado, uma das cores originais, tendo usado, temporariamente, uma das peças sobrantes de outro "kit", que, quando possível, será substituída pela que reproduz o modelo correcto, designado por "Erla", e que muitos, incorrectamente, chamam "Galland hood", utilizado sobretudo em missões de intercepção a alta altitude.

Os retoques finais serão, com as devidas ressalvas face à pintura de base, semelhantes às de outros modelos, com especial ênfase nas zonas de maior desgaste e onde a sujidade se acumula, como perto do cano das armas ou no trem de aterragem, podendo-se dar uma última aguada em cor escura para realçar as linhas divisórias, aumentando a definição das mesmas e polir um pouco a superfície, tal como acontecia na realidade, antes de aplicar os decalques, que podem ter menos defenição do que o habitual, dado o polimento aplicado no avião.

É de notar que, ao contrário da esmagadora maioria dos modelos que temos pintado, neste utilizamos um "spray" prateado, tendo previamente pintado algumas zonas da fuselagem e asas em negro, o que permite que, usando menos intensidade no "spray" nalgumas zonas, surja um pouco da cor base, dando um aspecto de maior desgaste.
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